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Primeira Liga 2019/20, #2: Os Belenenses, SAD 0-2 SL Benfica

NEM O RELVADO PAROU O BENFICA!

Rematador, persistente e determinado, o Benfica rompeu a organização defensiva do Belenenses SAD e, com golos no segundo tempo (Rafa e Pizzi), venceu por 0-2 na deslocação ao Estádio Nacional. Duas jornadas da Liga NOS, dois triunfos, com sete golos marcados e zero sofridos.
Porque todos os minutos são preciosos, o Benfica, perante um Belenenses SAD com uma linha defensiva formada por cinco elementos, entrou na partida a evidenciar objetividade no ataque e sentido de baliza. Rafa, no minuto inicial do encontro, esgueirou-se pela esquerda e deu trabalho ao guarda-redes Koffi, que mergulhou no relvado para desfazer a potencial ocasião de golo.
Com Pizzi a criar e a (bem) servir o ataque, apesar do (mau) estado do relvado, Raul de Tomas, aos 7', recebeu o esférico na grande área e rematou para defesa de Koffi. Gerando uma segunda vaga imediata, o espanhol procurou a finalização de Seferovic, mas o camisola 14 das águias não conseguiu emendar para dentro da baliza belenense.
Ligando o meio-campo e o ataque, o Benfica dispôs de nova chance aos 18'. Rafa combinou com Pizzi no corredor central, correu e recebeu dentro da área, onde iludiu o guardião Koffi com um toque subtil. Apareceu, no entanto, Nuno Coelho a salvar o Belenenses SAD quase em cima da linha de baliza, repelindo o esférico de qualquer maneira para longe.
Rafa, a fazer um passe certeiro, esteve também em ação no lance que aos 22' quase terminava com a bola colada às malhas do Belenenses SAD, mas Raul de Tomas, de pé direito, errou o alvo por centímetros: o esférico passou a rasar o poste direito.
Um livre direto (a castigar falta de Kau sobre Rafa, cujas "diabruras" penalizaram os adversários com cinco cartões amarelos...) levou Grimaldo para excelente posição para visar a baliza adversária aos 36', mas o lateral-esquerdo do Benfica acertou primeiro na barreira e depois atirou por cima da trave.
O Benfica, sempre muito apoiado pelos milhares de adeptos nas bancadas, continuou a rondar as malhas guardadas por Koffi, e Rafa, aos 41', tentou o golo num toque vistoso no coração da área, depois de um cruzamento de Grimaldo a partir da esquerda. O esférico, no entanto, tomou a direção do guarda-redes da equipa da casa.
A fechar a etapa inicial, a única jogada em que o Belenenses SAD incomodou verdadeiramente a defensiva do Benfica: Kikas escapou pela zona central (Rúben Dias escorregou), mas Odysseas respondeu "presente" e, com muita competência, parou a tentativa de finalização do atacante dos azuis.
De uma aceleração de Rafa sobre a ala direita, seguida de cruzamento, resultou a primeira chance para o Benfica após o intervalo. Seferovic, na área, cabeceou sobre a barra (47').
Os encarnados foram pressionando para se adiantarem no marcador e alcançaram o seu objetivo aos 58': Rafa, descaído para a esquerda, porfiou, jogou curto com Pizzi (assistência) e, já dentro da área, perto da marca de penálti, rematou forte e colocado para o 0-1. O camisola 27 estreava-se assim a faturar na Liga NOS 2019/20.
O Benfica procurou reforçar a vantagem, perante um Belenenses SAD que deu luta e se esforçou para contrariar os intentos do campeão em título. Ainda assim, a equipa azul só num lance no segundo tempo (em que o pé direito de Nuno Tavares não afastou a bola da área) criou calafrios a Odysseas (79').
Contando já com Chiquinho nas elaborações ofensivas (rendeu Raul de Tomas aos 74'), o Benfica desenhou um lance perfeito aos 84' e marcou o 0-2, cabendo a conclusão a Seferovic. Porém, na revisão da jogada, o videoárbitro Carlos Xistra e o árbitro Fábio Veríssimo descortinaram um (muito duvidoso) fora de jogo de Seferovic e anularam o golo.
Em tempo de compensação (e ainda antes de Vinícius e Taarabt renderem Seferovic e Pizzi), as águias fabricaram o desejado 0-2, com Rafa na condução da ofensiva pela esquerda, derivando depois para o meio a fim de assistir Pizzi, que controlou e disparou cruzado com o pé direito, na área (90'+2').
Na ronda n.º 3 o Benfica volta ao Estádio da Luz para jogar o primeiro clássico da temporada, com receção ao FC Porto às 19h00 do dia 24 de agosto (sábado).

BRUNO LAGE: “SÓ UM GRANDE BENFICA PODIA PARAR ESTE BELENENSES”

No rescaldo da vitória frente ao Belenenses (0-2), Bruno Lage mostrou-se “satisfeito” com a exibição da equipa e olhou já para o Benfica-FC Porto do próximo sábado, recusando a ideia de que é um clássico decisivo.
Primeira parte de “enorme qualidade” e golos naturais na segunda
“Vou tocar num assunto, e só vou falar sobre isto porque vencemos. Se não tivéssemos vencido poderia soar a desculpa, mas esta relva dificulta muito a qualidade dos jogadores. Neste caso, de ambas as equipas. O Belenenses SAD tem uma excelente equipa. É um facto que temos melhores jogadores, mas hoje só um grande Benfica podia parar este Belenenses. Foi isso que fizemos, com uma primeira parte de enorme qualidade. Com uma forte pressão, condicionámos ao máximo aquilo que poderia ser um sistema habitual e com bola fomos inteligentes a procurar o corredor e os espaços certos para criar as várias oportunidades de golo.
“Na segunda parte, fizemos novamente uma boa entrada e, com alguma naturalidade, chegámos ao golo. Esse momento fica marcado por algum equilíbrio do Belenenses SAD que, entretanto, foi mudando a disposição do seu meio-campo, até que tentou arriscar mais, pressionar-nos mais à frente. A entrada do Chiquinho foi fundamental para criarmos aquela oportunidade de golo e voltarmos a marcar. O jogo aí ficou fechado. Ficamos muito satisfeitos com esta vitória, justa, com uma boa exibição da nossa parte.”
Chiquinho, o “craque”
“O Chiquinho é um craque. Ele faz muitas posições, mas o mais importante são as movimentações que ele faz. Deixa-me muito satisfeito ter um jogador com a sua qualidade na nossa equipa. É um jogador muito importante.”
Parelha Pizzi e Rafa
“Não é olhar apenas para dois jogadores. Os movimentos deles favorecem movimentos de outros que, por sua vez, também são favorecidos por movimentos de outros. Foi um jogo muito interessante. Entradas de rotura, quer de um lado quer do outro. É verdade que ambos estão em dois momentos de forma, marcam os dois golos... Estamos satisfeitos essencialmente por aquilo que fizemos em termos coletivos.”
“Por vezes, devido àquilo que é a dinâmica e, fundamentalmente, a estratégia, quem analisa o jogo apenas por aquilo que é a posição dos jogadores, fica com a ideia que não jogamos com alas. Hoje foi um bom jogo para se perceber que, quando devem dar largura ou quando têm de jogar como alas, eles também o sabem fazer.”
A dupla Seferovic-Raul de Tomas
“É sempre injusto fazer análises individuais, mas acho que podem combinar e foi visível isso hoje. É muito difícil que as coisas saiam de forma automática, por isso da mesma forma em que, em termos coletivos, estamos no processo de evolução, os jogadores também ainda se estão a conhecer, principalmente aqueles que entraram. Depois é tentar tirar partido daquilo que é também a sua forma de jogar: o Raul jogava de outra maneira; temos o Chiquinho que faz outro tipo de movimentos que também nos favorecem muito… O mais importante é termos soluções para dar resposta a cada jogo.”
“Os homens mais importantes para estarmos a zero são o Seferovic e o Raul de Tomas. Vejam o que eles correm para não sofrermos golos.”
Os centrais Ferro e Rúben Dias
“O meu irmão [Luís Nascimento] era o treinador deles nos Iniciados, ou seja, já jogam juntos há imenso tempo e isso favorece. O que importa realçar é a qualidade dos dois, mas a qualidade que temos nos quatro centrais – eles os dois, mais o nosso sargento Jardel e o Conti – dá-nos totais garantias para esse sector.”
Clássico decisivo?
“Decisivo o Benfica-FC Porto à 3.ª jornada? Nada é decisivo. Isto é um longo caminho.”
Benfica ou FC Porto, quem está mais forte?
“É difícil fazer essa análise porque ainda temos de melhorar o nosso jogo. Neste momento todas as equipas estão à procura da sua melhor forma. Cada jogo é um momento. Ambas as equipas vão ter tempo para trabalhar, para continuar a evoluir, dentro do jogo e dentro de campo, e nesse momento é que temos de dar a devida resposta do nosso valor e da nossa evolução. O que importa agora é olhar para o que fizemos de bom, para o que temos de melhorar. Saímos de um jogo e começamos a preparar o outro. Perceber como é que o FC Porto joga, as suas dinâmicas e depois prepararmo-nos da melhor maneira para continuarmos neste caminho. Daqui a uma semana, o FC Porto vai colocar-nos problemas completamente diferentes daqueles que nos colocou o Belenenses SAD. A resposta é em cada momento.”
Chegar ao clássico sem golos sofridos
“O importante é sair do jogo e entrar no outro – independentemente de ser com o FC Porto ou não – com esta dinâmica de vitória, sentir que a equipa está a evoluir e não sofrer golos. Foi o que fizemos com o terminar de uma época e entrar na outra. Foi aproveitar a nossa qualidade, a forma como terminámos o Campeonato, para que aquelas cinco semanas de férias não se notassem. Esse tinha de ser o nosso desafio. Independentemente de termos conquistado o Campeonato, tínhamos de ter uma entrada muito forte na época. Era isso que nos interessava.”
Poupança de André Almeida?
“Não estamos a poupar ninguém. Está a treinar bem, temos mais uma semana para evoluir. Quer o onze quer os suplentes são sempre escolhidos em função do jogo. Vejam porque é que o Caio [Lucas] hoje foi para o banco... Vejam o nosso primeiro golo contra o Chivas [na ICC]. O Belenenses SAD também joga com uma linha defensiva de cinco. Vejam o jogo e a importância dele. Se hoje precisasse de mexer no jogo, tinha o Caio no banco. Na semana passada, numa linha de quatro, preferi ter o Jota. As coisas são pensadas assim e é assim que penso o futebol.”

Coisas e Loisas

  • Intervalo: Belenenses SAD 0-0 Benfica. Raúl de Tomás na 1.ª parte: 25 ações com a bola (9.º da equipa); 1 ocasião clara de golo; 3 remates (1 à baliza); 14 passes (85% eficácia); Ganhou 33% dos 9 duelos e 33% dos 3 aéreos; 2 faltas cometidas; 6 perdas de bola;
  • 60' Belenenses SAD 0-1 Benfica. Rafa Silva após cinco remates (3 à baliza e 2 bloqueados) coloca o Benfica em vantagem; é o jogador mais rematador da partida. 93% eficácia de passe; 70% duelos ganhos (7); 3 recuperações de bola; Fez o 5.º golo frente ao Belenenses SAD;
  • 70' Belenenses SAD 0-1 Benfica. Rafa Silva abriu o marcador nas quatro das últimas cinco vezes que marcou pelo Benfica (Belenenses, Sporting, Rio Ave e Portimonense);
  • 90'+3 Belenenses SAD 0-2 Benfica. Pizzi está no seu melhor arranque de sempre da carreira: 3 jogos; 5 golos; 3 assistências; 1,66 golos/jogo; 2 bis;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Pizzi lidera a lista na Liga NOS 19/20: Melhor marcadores (3 golos); Mais assistências (2 assistências);
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Pizzi no jogo: 1 golo; 1 remate (100% eficácia); 5 passes de rutura [1.º no jogo]; 1 assistência; 6 cruzamentos (50% eficácia); 6 recuperações de bola; 1 tackle; 1 intercepção de bola;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Benfica não sofreu golos nos três primeiros jogos da época 2019/20, o melhor registo dos últimos cinco anos. Foi a 2.ª vez em 29 anos que este registo aconteceu na formação encarnada;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Foi a 10.ª vez na história das águias que o Benfica chegou aos três primeiros jogos da época sem golos sofridos: 1913/14; 1915/16; 1932/33; 1974/75; 1975/76; 1980/81 [4J - recorde do clube]; 1990/91; 2014/15; 2019/20;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Maiores diferenças de golos do Benfica nos três primeiros jogos da época: 1913/14 - 16 golos de diferença (16-0); 2019/20 - 12 golos de diferença (12-0); 1974/75 - 12 golos de diferença (12-0);
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Duas épocas depois o Benfica vence os três primeiros jogos da época. Foi apenas a 2.ª vez em 17 anos que as águias venceram os três primeiros jogos da época. Últimos 5 registos do clube: 2019/20; 2017/18; 2002/03; 1990/91; 1983/84;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Bruno Lage venceu todas as equipas que defrontou na Liga Portuguesa (95% de vitórias). Falta defrontar o Gil Vicente e o Famalicão. 21 Jogos; 20 Vitórias; 1 Empate (Belenenses SAD); 79 Golos marcados; 16 Golos sofridos; +63 Dif.;

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o FC Porto na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 3.ª rodada da Primeira Liga 2019/20. Quais as perspetivas?

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Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
submitted by rubnesio to u/rubnesio [link] [comments]

Comprei meu primeiro carro (usado) e acho que me ferrei

TL;DR:

Comprei um carro usado (Fit automático, 2007, 120.000km), depois de alguns meses começaram a aparecer diversos probleminhas que já somam por volta de 3~4k de reparo. Devo esperar mais merda no futuro? Alguma recomendação de prevenção? Alguma dica? Podem ficar a vontade pra dizer que fiz merda também na aquisição haha

 
E ai pessoal, tudo bem?
Esse post é meio desabafo, meio pedido de ajuda, meio discussão (totalizando 150% de p*rra nenhuma haha)
Seguinte reditters, sempre usei transporte público e sempre fui muito avesso a ideia de possuir um carro próprio. Trabalhei por sei lá, uns 10 anos em São Paulo capital e metrô/Trem sempre me foi o suficiente.
Recentemente mudei pra uma cidade no interior, onde não tenho tantas opções de deslocamento. O que acabou me forçando a comprar um carro.
Long story short, como motorista extremamente inexperiente (tanto eu quanto minha dama) optamos por comprar um automático já que somos duas toupeiras veiculares. O modelo escolhido foi um Fit 2007 - Gasolina, 1.4., principalmente por recomendação de amigos e familiares quanto a durabilidade da marca Honda (como acho que já dei a entender, entendo LHUFAS de carro...).
Depois de muita procura, conseguimos encontrar o tal carro a preço pouco a cima do valor de tabela. Dada a necessidade e falta de opções, acabamos fechando negócio nesse modelo, com uma quilometragem de 120.000.
Pois bem. Três meses com o carro e os problemas começam a aparecer:
 
*Primeiro deles: * Trepidação ao sair com o carro. Solução: Troca de oleo de motor e fluído da transmissão automática.
 
Resolve por algum tempo e quase 1 mês depois começam outros: Trancos ao sair em baixa velocidade ou com carro frio. Freio "brusco" em algumas situações aleatórias. Mais trepidação. Em um episódio especifico, a luz de ignição acendeu e colocou o carro em modo de segurança. Levamos na central de serviços da Porto seguro e ao escanear o computador em busca da falha, é identificado um erro armazenado na memória, mostrando falha na mistura acombustivel. Só que o erro já não era mais detectado pelos sensores, só foi detectado naquele momento especifico e acionou o modo de segurança.
Deixo o veiculo para revisão completa e lá vem a bomba...
 
Só de peças aí, já me adiantaram que dá uns R$ 3.000...
Como disse, não sou nada conhecedor de carros, nem de mecanica, nem de nada disso... Estou agora avaliando comigo mesmo... Como leigo, é possivel "prever" esse tipo de problema ao avaliar um carro usado pra compra?
Existe algum tipo de "vistoria" especifica pra atestar a qualidade de um veiculo?
Enfim... não tem muito o que fazer agora... Já compramos o carro, já nos mudamos e por isso já fiquei "dependente" do veiculo. Vou juntar os troquinhos guardados e mandar consertar, mas confesso que fiquei bem triste de em tão pouco tempo já ter que arcar com esse tipo de problemas.
Sei que comprando um usado estamos sujeitos a esse tipo de riscos, mas infelizmente um novo (e automático) está MUITO fora de minha realidade atual.
Contando agora com a experiencia de outros membros aqui deste sub, devo esperar mais problemas num futuro proximo? Será que continua valendo a pena? Foi muita burrice a aquisição?
submitted by dgomes256 to brasil [link] [comments]

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