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O problema de se planejar para um futuro que pode nunca chegar

Moderação, antes de qualquer coisa peço desculpas se o tipo de conteúdo não for adequado ao sub. A mensagem vai ter um tom bem de desabafo, mas acho que dá pra estimular também uma boa discussão.
Pois bem, recentemente perdi um amigo de infância. O cara era super tranquilo, gente boa, ajudava todo mundo... Mas a parte que cabe aqui é que ele era adepto daquele FIRE (Financial Independence, Retire Early) - ele estava com 28 anos e a meta era se aposentar aos 40. Programador autônomo, da última vez que conversamos ele estava tirando pouco mais de 10 mil por mês, e como a área permite ele trabalhava já desde a época do colegial e não precisou "perder tempo" (entre aspas por motivos óbvios) com faculdade. Como sempre foi adepto desse FIRE sabia que não ia conseguir contribuir por tempo suficiente para receber uma aposentadoria do governo, então nunca contribuiu para a previdência. A meta era acumular um patrimônio de pelo menos 2 milhões até lá, e desses já tinha 1 milhão e pouquinho (mas nesse ritmo acho que dava pra chegar nuns 3, talvez 4?).
Ele levava uma vida bem frugal e trabalhava mais do que eu considero saudável a fim de maximizar os aportes. Abria mão de várias luxos - não tinha carro e mesmo Uber só pegava em situações extremas/urgentes, no geral fazia tudo de bicicleta (quando era perto) ou transporte público (quando era mais longe); dava bastante atenção pra alimentação, atividades físicas e saúde em geral, mas sem gastar dinheiro com restaurante, comidas caras ou academia; não costumava viajar porque assim além de não gastar dinheiro ele não deixava de ganhar; também não tinha plano de saúde, arriscava no SUS; morava com a avó pra dar uma força mas também pra economizar algumas centenas com aluguel.
Até que num assalto tudo isso acabou. Estava voltando pra casa numa noite (a pé), uma moto parou ao lado dele e mandou entregar as coisas. Ele entregou a carteira e o celular, os caras arrancaram com a moto e foram embora. Tudo muito rápido, menos de 30 segundos. Uns 50 metros à frente fizeram o contorno, voltaram, o garupa deu dois tiros nesse meu amigo (um pegou no ombro e o outro na nuca) sem qualquer aviso ou motivo (simplesmente atiraram) e seguiram seu caminho. Meu amigo ficou lá, caído no chão, e morreu antes de qualquer socorro chegar (eu particularmente torço pra que tenha sido instantâneo). Pelas imagens de uma câmera de segurança que registrou a ação ele não teve qualquer tipo de reação - entregou tudo numa boa e após a ação estava inclusive indo embora no sentido contrário ao que os bandidos estavam fugindo. Os caras estavam de capacete, então provavelmente não foi pra não ter reconhecimento ou coisa do tipo. Sei lá, apenas resolveram que tinham que (queriam?) fazer aquilo.
Aí eu penso - como você vai se preparar pro futuro quando você vive num lugar onde você não sabe se terá um futuro? É claro que mesmo vivendo no Canadá, na Noruega ou na Nova Zelândia você pode morrer prematuramente, mas sem dúvida as chances são infinitamente menores do que num país como o Brasil. Eu sinceramente vejo isso como um tipo de investimento de risco considerável - você pode escolher viver o agora sem pensar no amanhã, fazer tudo o que quer fazer, gastar com o que quer gastar; se morrer amanhã pelo menos você aproveitou a vida, mas se chegar aos 80 anos como vai fazer? E aí tem o outro extremo, que é se abster de viver o agora pensando em viver a vida perfeita no futuro - se você viver até os 100 anos, perfeito, tudo saiu conforme o planejado; se tomar uma paulada na cabeça amanhã e ficar tetraplégico numa cama de hospital provavelmente ficará pensando em tudo o que queria fazer e podia fazer mas não fez pra poder fazer depois.
Eu particularmente tento ficar no meio termo, talvez um pouco mais voltado pro planejamento futuro, mas porque meu estilo de vida naturalmente ajuda nisso - eu não curto barzinho e balada, então não gasto com isso; não faço o tipo social, então não fico gastando com almoços com os colegas de trabalho e churrascos na casa de amigos; não sou de sair e moro perto do trabalho, então consigo me virar sem um carro (apesar de que ter um na garagem realmente traz uma paz de espírito que eu sinto falta); meus gostos são naturalmente baratos como dar uma relaxada no parque ou aprender alguma coisa nova... Então no fim eu realmente consigo economizar metade do meu salário sem grandes sacrifícios mesmo ganhando pouco mais de 3000 Reais líquidos por mês e vivendo na região metropolitana de São Paulo. Sei que isso vai exigir que eu trabalhe até os 60, 70 anos. Sei que isso vai permitir que eu apenas mantenha o padrão de vida que tenho hoje (ainda mais que eu tenho um perfil mais conservador então os rendimentos não serão lá aquela maravilha de dobrar o investimento original a cada década) quando me aposentar. Mas pelo menos eu garanto que (se tudo sair conforme o planejado) nenhum período da minha vida será uma merda, será de mera existência, aquela coisa que você só segue em frente porque pensa "no futuro, quando eu me aposentar...". É claro que se eu chegar a 2060 eu provavelmente vou me arrepender de não ter economizado um pouquinho mais, de não ter aberto um pouquinho mais de mão do meu tempo livre pra ganhar um pouquinho mais de dinheiro, mas aí paciência, né, também não tô disposto, agora, a pagar pra ver.
E vocês, qual sua visão/opinião sobre esse assunto?
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Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas Sem essas quatro questões, qualquer discussão se torna puramente emotiva, ideológica e estéril

Steve Horwitz
Já escrevi vários artigos e concedi muitas entrevistas contestando a popular afirmação de que a desigualdade está piorando. Os artigos contêm uma ampla variedade de dados (muitos podem ser encontrados aqui e aqui), mostrando que muitas das afirmações sobre essa "desigualdade crescente" de renda ou estão erradas, ou são exageradas ou ignoram outras evidências.

Entretanto, o que eu quero aqui é, especificamente, focar em quatro questionamentos que devem estar no centro de qualquer discussão sobre desigualdade.

Primeira pergunta: estamos falando de desigualdade ou de pobreza?

Com frequência, esses dois problemas se confundem nesse tipo de discussão.

Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa com a pobreza (com quem não tem, por exemplo, acesso a saneamento básico ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres. E essa confusão muda a maneira de pensar: pobreza e desigualdade acabam se tornando a mesma coisa, de modo que o melhor remédio contra a pobreza seria a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.

Consequentemente, aqueles que se dizem preocupados com a desigualdade frequentemente começam a discorrer sobre como a situação está ruim para os mais pobres. Aparentemente, tais pessoas presumem que uma desigualdade crescente deve significar que os ricos estão enriquecendo e os pobres, empobrecendo.

Mais especificamente, alguns parecem acreditar que os pobres estão mais pobres porque os ricos estão mais ricos. Isto é, eles supõem que a economia seja um jogo de soma-zero, de modo que, se alguns estão mais ricos, esta opulênciasó pode ter vindo dos pobres.

Sendo assim, limpe o terreno, esclareça os termos e eleve o nível da conversa. Certifique-se de que todos estejam falando a mesma coisa. Porque se estivermos discutindo a pobreza, a evidência esmagadora é a de que, globalmente, a miséria se reduziu dramaticamente nos últimos 25 anos.

Segunda pergunta: estamos falando de desigualdade de renda, de riqueza ou de consumo?

Aqueles preocupados com desigualdade costumam confundir renda e riqueza nessas discussões. Mesmo este famoso vídeo comete esse deslize. Ele começa apresentando dados sobre riqueza, mas, várias vezes ao longo da apresentação — incluindo uma longa discussão a respeito de um gráfico — ele se refere ao salário das pessoas. Salário é renda, não riqueza.

Riqueza se refere à soma de nossos ativos (dinheiro, imóveis, terras, carros e outros bens) menos passivos (dívidas em geral e contas a pagar). A riqueza é um estoque.

Já renda é a variação líquida de nossa riqueza em um dado período de tempo, seja porque ganhamos um salário, um dividendo de uma ação, juros de uma aplicação, ou aluguel do inquilino. A renda é um fluxo.

É possível ter uma grande riqueza, mas uma renda baixa, como uma pessoa idosa que vive só de sua magra pensão ou dos juros de sua poupança, mas que tem uma casa totalmente quitada.

Inversamente, alguém pode ter alta renda e baixa riqueza financeira. Por exemplo, alguém que tem um alto salário, mas gasta imediatamente tudo em bens de consumo.

Os dados serão diferentes dependendo de estarmos falando de riqueza ou de renda. Seja claro nesse tópico.

Desigualdade de consumo é uma terceira possibilidade. Trata-se da diferença entre o que ricos e pobres podem consumir. As evidências disponíveis sugerem que a desigualdade de consumo é muito menor que a de renda ou riqueza, principalmente nos países mais desenvolvidos. Os lares dos americanos pobres possuem quase todas as coisas que os lares ricos, ainda que de qualidade mais baixa. E a distancia entre ricos e pobres neste quesito se estreitou nas últimas décadas. Uma vez que, em última análise, é o que consumimos o que interessa, essa é uma questão que tem de ser deixada clara em eventuais discussões.

Como dito neste artigo: a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente. Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

Terceira pergunta: e a mobilidade de renda?

Os que se preocupam com a desigualdade frequentemente pontificam como se os ricos, que estão ganhando cada vez mais, e os pobres, que estão ganhando cada vez menos, fossem sempre os mesmos, ano após ano.

Eles veem aquelas estatísticas que mostram que os 20% mais ricos detêm hoje uma fatia da renda nacional maior do que 30 anos atrás, ao passo que os 20% mais pobres detêm uma fatia menor. Daí, concluem que esses ricos são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais ricos; e que os pobres são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais pobres.

Muito bem.

Sobre os pobres terem ficado mais pobres, esta é uma conclusão que, como já dito, simplesmente não se sustenta. Os pobres enriqueceram nos últimos anos (veja o gráfico 1 deste artigo).

Falemos então sobre a mobilidade de renda, que é o que está sendo realmente ignorado. Comparações entre dois anos separados entre si por décadas são retratos estáticos de um processo dinâmico. O que essas comparações realmente dizem é que "aqueles que eram ricos no ano X detinham Y% da renda nacional; e aqueles que são ricos no ano X + 25 — pessoas completamente diferentes daquelas do ano X — detêm Z% da renda nacional".

Em outras palavras, as pessoas e famílias que abrangem "os ricos" muda ano a ano. E o mesmo ocorre para os 20% mais pobres.

Uma fácil comprovação disso é você olhar a lista de bilionários da Forbes, publicada anualmente. Praticamente todas as pessoas que figuravam na lista em 1987 — primeira vez em que ela foi publicada — não mais estão nela hoje.

Há um grande e controverso debate entre economistas sobre quão fácil ou difícil é para uma pessoa que é pobre em um dado ano ter maiores fluxos de renda nos anos seguintes. Este é o debate. Que a mobilidade de renda realmente existe, isso não mais está em questão.

A conclusão é que você não pode falar sobre desigualdade sem, ao menos, discutir o grau de mobilidade. Se o que incomoda as pessoas no que diz respeito à desigualdade é a suposição de que os pobres estão estagnados ou empobrecendo, então, explorar o grau em que isso é realmente verdade é essencial à discussão.

Quarta pergunta: quais, exatamente, são os problemas causados pela desigualdade?

Se você já conseguiu esclarecer o que todos os debatedores pensam sobre as três primeiras questões, faça então a pergunta: se a pobreza está se reduzindo e, mesmo na atual condição, os pobres ainda conseguem manter um padrão de consumo decente, o que, exatamente, há de errado com a (crescente) desigualdade?

Pela minha experiência, uma resposta comum é que, mesmo se os mais pobres estiverem enriquecendo, o aumento ainda maior na prosperidade dos ricos confere a estes um acesso injusto ao processo político. Os super-ricos transformarão seu poder econômico em poder político, frequentemente de maneira que redistribui recursos para eles próprios e seus amigos.

Esta, obviamente, é uma preocupação legítima, mas observe que a conversa, subitamente, mudou da desigualdade em si para os problemas dos conchavos políticos, do capitalismo de estado (ou "capitalismo de quadrilhas") e do fato de haver um estado com poder suficiente para se criar tais distorções.

Para atacar esse arranjo estatal corporativista e reduzir a capacidade dos ricos de transformar riqueza em poder político há várias soluções que não envolvem a redistribuição forçada de renda — a qual, no final, faz com que ainda mais dinheiro vá para políticos e seus mecanismos.

Aqueles que levantam essa preocupação estão, na prática, reclamando apenas do compadrio gerado pelo estado, não da desigualdade em si. A fonte do problema é o estado, cheio de benesses e de favores a serem distribuídos, o qual, indiscutivelmente, se tornaria ainda mais poderoso e distorcivo caso os preocupados com a desigualdade tivessem suas políticas favoritas aprovadas.

Por fim, mesmo aqueles que são céticos em relação aos argumentos de que a desigualdade seja problemática, podem concordar que tem havido alguma redistribuição de riqueza do pobre para o rico nas últimas décadas. Isso se dá, majoritariamente, por causa das políticas do governo que favorecem quem já está próximo ao poder, seja devido aos exorbitantes salários que funcionários públicos de alto escalão recebem, seja por causa de sua política de expansão de crédito subsidiado para grandes empresas, seja por causa de suas políticas protecionistas que protegem as grandes indústrias criando uma reserva de mercado e impedindo os pobres de comprar bens mais baratos do estrangeiro, seja por causa de sua política fiscal que, ao incorrer em déficits orçamentários, aumenta a riqueza dos compradores dos títulos públicos.

Não nos esqueçamos também da exigência de licenças profissionais e dos encargos sociais e trabalhistas que dificultam a obtenção de trabalho pelos mais pobres, que costumam ser menos qualificados e não justificam o preço exigido como mínimo a ser pago por sua mão-de-obra.

Há, ainda, tentativas governamentais de regular e até mesmo banir o Uber, o Lyft, o AirBnB e todas essas empresas da chamada "economia compartilhada". Essas são, justamente, as melhores alternativas para alguém que não está encontrando oportunidades conseguir uma fonte de renda, já que é a área da economia menos controlada pelo governo que se conhece.

Por fim, vale ressaltar que é o estado quem impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas e se integrar ao sistema produtivo.

Todas essas políticas são problemáticas justamente porque aumentam a desigualdade e a pobreza de forma artificial. Com efeito, uma discussão muito mais interessante incluiria qual o papel dessas políticas estatais na criação das desigualdades artificiais em oposição às desigualdades naturais, que são aquelas que surgem espontaneamente no mercado em decorrência da maior aptidão de cada indivíduo.

Conclusão

Novamente, os leitores interessados em dados devem consultar as duas monografias linkadas no primeiro parágrafo do artigo. No entanto, mesmo sem os dados, essas são as quatro perguntas que valem a pena ser feitas numa conversa sobre desigualdade se você quer realmente chegar ao cerne do que está em jogo e persuadir aqueles preocupados com a crescente desigualdade a ver a questão por um ângulo diferente.

___________________________________________________
https://www.mises.org.barticle/2632/em-qualquer-discussao-sobre-desigualdade-estas-sao-as-quatro-perguntas-que-tem-de-ser-feitas
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Relato de um mochilão pela América Latina - Parte 4

Relato de um mochilão pela América Latina - Parte 4
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Parte 1
Parte 2
Parte 3

Primeiramente, me perdoem pela demora absurda de continuar minha saga, voltei ao trabalho normal (obrigado governador de SC /s) e tá me consumindo bastante em questão de tempo e de cérebro, porém, vamos continuar a saga que terminou com a minha descoberta que humitas eram pamonhas (pelo menos eu gosto de pamonha).

até aquele dia...

Falo isso porque no dia seguinte acordo com uma dor de barriga fenomenal, acompanhado por aquela diarreia... logo já pensei na pamonha, de meio dia consultei com o pessoal e todo mundo que comeu a pamonha ontem também tava mal, ô desgraça.

Eu pretendia ir embora no dia seguinte, mas não tinha condição de pedir carona com caganeira né, felizmente nosso host do couchsurfing nos deixou ficar em sua casa por tempo indeterminado, com isso fiquei mais 3 dias lá, enquanto me recuperava.

Como comentei, estávamos entre 5 surfers: Eu, os espanhóis, a malaia e o honconguês, todos tinham como próximo destino San Pedro de Atacama, e como tudo lá é caro, decidimos que quando todos estivessem lá, íamos alugar uma camionete para realizar os passeios, e durante a noite, acampar, para economizar, como estávamos entre 5, planejamos a ida para lá, porque seria impossível dos 5 pedirem carona ao mesmo tempo.

Os espanhóis saíram primeiro, com destino a Purmamarca, e iam começar de lá a jornada para SPA no dia seguinte. Neste, eu e o honconguês iniciaríamos a jornada de Jujuy, e a malaia ia de ônibus porque ela tinha pesos sobrando e ia perder muito dinheiro se fosse converter para pesos chilenos.

Pedir carona no norte da Argentina é super tranquilo e em 15 minutos já estávamos na primeira carona, um casal de amigos em que o cara era de Jujuy, mas a mulher era de Buenos Aires, e ele estava apresentando a região pra ela, então em cada povoado parávamos para tirar fotos, foi bem proveitoso pra conhecer, mas nem um pouco pra chegar no chile rápido...

Eis que eles nos deixaram nas Salinas Grandes, aqui:

https://preview.redd.it/zdwj8dxf4ez41.png?width=800&format=png&auto=webp&s=73e24c2fd9347a63c173a6c8823a7a8767d594a4
Chegamos ali perto do meio dia, é um lugar MUITO bonito, desertão de sal, onde tirei minha foto de perfil do Couchsurfing:
Susques era a próxima cidade
O único problema era que todo mundo que passava só estava indo pras Salinas (tem 3 miradores e estávamos no primeiro), então foi bem hard de conseguir carona, depois de 3:30 esperando, combinei com meu parceiro de carona que se não conseguíssemos em meia hora, íamos pro outro lado da estrada pra pedir pra voltar.

Eis que para um motorhome
com placas da alemanha

Um casal que IMPORTOU o motorhome deles pra um ano sabático viajando pela américa latina, e estavam indo pra Susques, ebaa! Um casal muito gente fina, que nos deu uns melões no final da viagem para nos alimentarmos hahaha

Chegamos em Susques por 16:00, e quem disse que passava algum carro na estrada? COMPLETAMENTE VAZIO, depois de 1 hora desistimos e fomos falar com um caminhoneiro que estava estacionado ali perto, que nos confirmou que a fronteira já estava fechada e a gente deveria tentar novamente amanhã de manhã, bem cedo, porque cedo passam caminhões paraguaios pra pegar carros no Chile...

E bem que percebi que mais cedo tinha passado um caminhão paraguaio com um cara abanando desesperadamente pra mim (depois no whats confirmei que era o espanhol hahahahaha, eles ficaram esperando na terceira parada enquanto nós estávamos na primeira)

Achamos uma acomodação super barata (10 reais a pernoite) com banho frio (estava MUITO frio) e sem wifi, mas com uma cama muito confortável, vale ressaltar que Susques é uma cidade MINÚSCULA e eu tava com muito medo de que não teria nem pousada lá, visto que foi difícil de conseguirmos um lugar pra jantar.

No dia seguinte, fomos cedo para a beira da estrada, e mais uma vez não passava nem uma alma viva, até que um ônibus parou, o motorista queria O MESMO PREÇO QUE PARTINDO DE JUJUY (?!?!), conseguimos negociar mais barato e fomos nele.

Ao chegar na fronteira, no Paso de Jama (um dos controles fronteiriços mais altos do mundo, localizado a 4200 metros acima do nível do mar), estava uma fila ABSURDA, e nela encontro a espanhola, nos abraçamos e eles contaram a história de que quase morreram na noite anterior, pois conseguiram chegar até a última cidade antes da fronteira, com o plano de acampar, só que estava fazendo temperaturas negativas, e eles iam morrer se acampassem ali, resolveram ir pra um posto com acomodações, onde fizeram amizade com um brasileiro que deixou eles dormirem no quarto dele, só que a dona da pousada expulsou eles kkk, sem lugar pra dormir, num frio de lascar, um caminhoneiro brasileiro chamou eles e deixou eles dormirem dentro do caminhão dele, BR sempre gente boa.

Por algum motivo a migração de Argentinos demorava uma eternidade e fui um dos primeiros do ônibus a ser liberado, mas tive que esperar o resto do povo, entramos no ônibus e na metade do caminho um motorista me chama pra cabine.

Ele disse que o colega tinha se enganado e o preço na real era o dobro do que tínhamos combinado, safado... eu disse ok e que íamos pagar na chegada, mas o meu amigo precisava trocar dinheiro porque só tinha dólar

No caminho entramos no site da empresa e verificamos que o preço que ele dizia ser o certo era o muito mais do que a passagem oficial, tavam tentando aplicar golpe em brasileiro... Na chegada mostrei o site e que não íamos pagar um centavo a mais do que o combinado, depois de muito discutir, ele concordou.

Em SPA, reunimos todo mundo para planejar os próximos passos, para aquela noite eu e a malaia conseguimos couchsurfing, os espanhóis um camping, e o honconguês um hostel. Como comentei, tudo em SPA é ridículo de caro, então no dia seguinte o espanhol ia pegar um ônibus para Calama, e lá ia alugar uma camionete, para iniciarmos nossos passeios, o aluguel é chega a ser a metade do preço de que em SPA.

Naquele dia, meu host me convidou para ir num riacho de águas termais com seus amigos, essas águas são as mesmas que alimentam as famosas "termas de puritama", onde é caríssimo pra entrar, daí essa que fomos eles chamam de termas de "puripobre" kkkkk

Nos divertimos bastante, e de noite bebemos pisco com cola, fiquei bem bêbado e meu host tentou me assediar :/, pelo menos foi um assédio respeitoso e quando disse que não queria nada, ele não tentou mais nada.

Na manhã seguinte eu saí bem cedo porque estava com medo kkkk, daí nem acordei meu host e fui para a recepção do hostel que a malaia estava (era um hostel, mas ela conseguiu couchsurfing lá). fiz amizade com a mulher da recepção, que também é brasileira. Enquanto isso, esperávamos o espanhol chegar com a camionete. Perto do meio dia ele aparece.
uma L200 que seria nossa casa nos próximos 2 dias
De lá, iniciamos os passeios, por vários lugares.
Olha essa fucking paisagem
Tiramos várias fotos de blogueiros:
https://preview.redd.it/n2xsn0jkaez41.png?width=864&format=png&auto=webp&s=60733c3792c02a7541c85a18def205263267d8b1
E de noite achamos um lugar pra acampar, que tinha que ser num ponto perto dos geiseres del tatio (plano do próximo dia, se bem que é próxima madrugada, pois íamos ver o nascer do sol lá), mas não tão perto, por causa da temperatura e da altitude. Fomos procurando através do app iOverlander os melhores lugares pra acampar. Achamos um bem bom. A configuração do acampamento ficou a seguinte:
Barraca 1: eu e os suprimentos que ficavam na caçamba, pra niguém aparecer e nos roubar
Barraca 2: os espanhóis
Camionete: Malaia e Honconguês
As fotos desse dia vocês podem conferir no meu instagram (aproveitem e me sigam kk), aqui

Enfim, o resto fica pro próximo post, que prometo que não vai demorar tanto pra eu postar
Até mais!
submitted by flagr97 to brasil [link] [comments]

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