Negociações de sucesso: estratégias e habilidades ...

Grande investidor de Bitcoin comenta sua estratégia de negociação.

Grande investidor de Bitcoin comenta sua estratégia de negociação. submitted by cryptalista to BrasilBitcoin [link] [comments]

Qual a estratégia de expansão da sua empresa com a retomada do crescimento do país?

Muitos empresários, dirigentes e executivos estão se perguntando: “E agora, como retomar o crescimento da empresa após a crise?”
Com o país caminhando para uma solução de sua crise política e adotando mecanismos econômicos mais eficazes, o que tende a gerar novamente a confiança necessária no mercado nacional, o governo dá um sinal de esperança para os empresários para a retomada do crescimento.
Como se preparar para a retomada do crescimento? Quais os instrumentos a serem utilizados?
Vários empresários são unânimes em destacar quatro desafios a serem ultrapassados nesta retomada do crescimento: pressões ligadas ao mercado globalizado, pressões ligadas ao controle de custos, as relações da empresa com os stakeholders e as políticas e responsabilidades éticas que a empresa deve assumir para destacar-se no mercado.
Com todas essas pressões internas e externas as empresas devem utilizar-se de instrumentos que garantam um rápido crescimento. Nos mercados globalizados um dos instrumentos mais utilizados são as transações de Fusões e Aquisições (F&A).
Toda empresa pode participar de uma F&A, independentemente de seu tamanho? E quais os benefícios?
Sim, qualquer empresa pode beneficiar-se das transações de F&A, pois, vários são os motivos e as razões que geram esse interesse: aumentar o poder de mercado, transpor barreiras à entrada, custos de desenvolvimento de novos produtos e comercialização mais rápida, adquirir novas tecnologias, aumentar a abrangência geográfica, aprender e desenvolver novas capacitações.
É sempre importante lembrar que as empresas, independentemente de seu tamanho, podem buscar parceiros para seu crescimento e em contrapartida, também podem sofrer assédio de outras empresas, inclusive de seus concorrentes, para realizarem parcerias estratégicas ou até mesmo iniciarem os processos de F&A.
Quais são as fases dos processos de F&A? E quais as principais preocupações?
Não existe uma cartilha para realizar os processos de F&A, mas os principais processos resumidamente são:
Como já mencionado anteriormente a Motivação são as razões e interesses que levam as empresas a buscarem esse instrumento de crescimento.
A Due diligence é a etapa tida como o processo de partida de uma F&A, é nela que serão avaliadas todas as vantagens deste novo negócio. É realizada através de uma investigação detalhada dos aspectos administrativos e legais, possibilitando as partes o conhecimento das possíveis contingências e a implantação de medidas corretivas, tendo como finalidade reduzir ao máximo os riscos que poderiam dificultar as negociações ou trazer problemas futuros aos novos sócios.
A Negociação é um processo complexo, pois cada parte possui interesses que necessitam serem equilibrados. Devido a esse fato, a negociação normalmente é um processo mais demorado. Deve-se ter em vista que, o mais importante é adquirir um bom conhecimento das empresas envolvidas no processo para determinar as estratégias de negociação que serão adotadas.
A integração é a fase de ajuste de planejamento, estratégia, processos, pessoas e culturas. Esta fase é considerada fundamental para o do sucesso ou fracasso de uma F&A. Pesquisas apontam que aproximadamente 75% dos fracassos nos processos de F&A são devidos a má condução ou negligência dos executivos das empresas nesta fase.
Todos os processos são muito importantes durante a transação de F&A, porém, para que os objetivos da operação sejam alcançados, a empresa deverá cercar-se de um time abalizado e de múltiplas competências para assessorá-la.
Neste sentido, auxiliamos nossos clientes capitaneando todo o processo, através de equipes multiprofissionais, combinando nossos trabalhos com os dos nossos parceiros, desta forma oferecendo soluções estratégicas, legais, tecnológicas, contábeis, tributárias e trabalhistas.
Entre em contato!!
Elaborbr.com, a sua Plataforma de integração em Gestão de Pessoas e Fornecedores!!

https://elaborbr.com/qual-a-estrategia-de-expansao-da-sua-empresa-com-a-retomada-do-crescimento-do-pais/
submitted by ElaborBR to u/ElaborBR [link] [comments]

Catelyn Tully

A personagem que selecionei para este sábado foi Catelyn.
Como todos sabem (inclusive GRRM), Catelyn é uma das personagens mais odiadas dos livros. Eu conheço muita gente que não suporta seus capítulos. Para mim, ela foi responsável por uma das três maiores decepções que eu tive em ASOIAF, assim como também por diversos momentos épicos da saga.
Eu só realmente passei a gostar de Catelyn após a minha primeira releitura dos livros e reparar como a sua intuição pareceu sempre a mais afiada dentre os personagens. Talvez seja a essa intuição que agora ela esteja dando ouvidos inteiramente como Senhora Coração de Pedra.
Primeiramente, vou listar algumas declarações de Martin sobre Catelyn e o enredo em volta dela que podem ser esclarecedoras:
Agora sim, as perguntas para vocês opinarem:
  1. Catelyn brincou com os sentimentos de Petyr ou lhe dava falsas esperanças durante a infância e juventude?
  2. Por que a relação entre Lysa e Catelyn deteriorou tanto com os anos?
  3. Por que o casamento de Catelyn com Eddard deu tão certo?
  4. Por que Bran é o filho favorito de Catelyn?
  5. Qual dos filhos de Catelyn puxou mais seu temperamento?
  6. Você acha que o comportamento de Catelyn perante Jon Snow narrativamente justificável?
  7. Você diria que Catelyn é orgulhosa, forte, protetora e inteligente ou vã, fraca e insegura e ingênua?
  8. Você acha que Catelyn é mais movida pela emoção ou pela razão?
  9. Por que Catelyn confiou em Mindinho e não fez uma investigação independente sobre a adaga de Petyr?
  10. Com as informações que ela tinha, havia um propósito real ou uma justificativa legal para Catelyn sequestrar Tyrion?
  11. Você achou que Catelyn libertar Jaime Lannister para conseguir as filhas de volta foi muito fora do personagem ou foi narrativamente justificável? (ainda que tenha sido uma péssima estratégia de negociação, como todos sabiam – inclusive ela).
  12. Catelyn foi uma boa conselheira para Robb?
  13. Que tipo de mudança a morte e subsequente ressurreição causaram sobre Catelyn? Que tipo de paralelo é possível se traçar com Beric Dondarrion?
  14. Já que ela foi supostamente ressuscitada por interesse de R'hllor, que tipo de missão você acredita que o Senhor da Luz tem para Catelyn?
  15. Você acredita que Catelyn poderá vir a descobrir a verdade sobre o atentado contra Bran? Como?
  16. Você acredita que Catelyn se reencontrará com Arya, Jon Snow, Mindinho ou Bran no futuro? Por que e como?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]

Curso gratuito pretende ensinar estratégias para negociação de Bitcoin

Curso gratuito pretende ensinar estratégias para negociação de Bitcoin submitted by MundoMoedas to bitcoinportugal [link] [comments]

Forex Melhor Plataforma De Negociação ★ Estratégia Forex Na ★ Opções Binárias Para Iniciantes

Forex Melhor Plataforma De Negociação ★ Estratégia Forex Na ★ Opções Binárias Para Iniciantes submitted by Carmemlucia35 to u/Carmemlucia35 [link] [comments]

Adrien em entrevista a A Bola: "Percebi que Rúben Amorim não contava comigo."

Adrien mostra-se disponível para voltar ao Sporting (o que, a meu ver, se poderia reflectir favoravelmente na negociação do salário) e diz que há abertura do Leicester para o deixar sair a custo zero mas que RA e FV não o querem.
Será estratégia dele para se justificar perante os adeptos e vir parar a Benfica ou Porto? Quer voltar à Selecção e diz que jogar em Portugal lhe daria mais visibilidade para o conseguir...
A ser verdade que treinador e presidente não o querem e partindo do princípio de que a transferência seria a custo zero e que o salário a negociar poderia ficar num nível suportável (mesmo para o Sporting), não consigo perceber como o regresso dele não seria benéfico (em vários aspectos)...
submitted by sergilva to SportingCP [link] [comments]

Uma Aliança de Gigantes e Reis

Esta é uma teoria de Cantuse, originalmente postada neste link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/giants-and-kings/
______________________________

O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO II

O final de A Dança dos Dragões e especialmente os capítulos de amostra de Os Ventos do Inverno deixam claro que Mance Rayder e Mors Umber agiram em conjunto para resgatar com sucesso Arya Stark.
Há apenas um problema com isso: segundo todos os relatos, Mance Rayder e Mors Umber deveriam ser inimigos ferrenhos!
Mors queria o crânio de Mance para usar como caneca, e sua única filha foi raptada por selvagens há cerca de trinta anos.
Então, por que eles estão claramente trabalhando juntos em A Dança dos Dragões?
Explicar a complexa relação entre Mance Rayder e Mors Umber é o objetivo principal deste ensaio. Enfaticamente, estou fazendo as seguintes afirmações.
Mance Rayder e Mors Papa-Corvos estavam trabalhando juntos para executar a tentativa de resgate.
Esta aliança foi possível com o retorno da filha perdida de Mors.

DISPOSTO A NEGOCIAR

No início de A Dança dos Dragões, Stannis preside um conselho de guerra final antes de partir de Castelo Negro. Nesta sessão, Stannis se comporta de uma maneira um tanto incomum.

Um participante desnecessário

De fato, a primeira ação de Stannis naquele conselho foi dar Camisa de Chocalho a Jon como um selvagem para uso próprio de Jon. O que é estranho nessa declaração é que Stannis então permite que o selvagem permaneça presente, apesar da clara implicação de que Camisa de Chocalho não tinha qualquer utilidade em sua campanha.
Normalmente Stannis dispensa seu conselho quando deseja falar em particular: ele não permite a presença daqueles que considera desnecessários. Suas conversas privadas com Davos e Jon Snow ilustram o quanto Stannis esconde suas estratégias, às vezes até de seu próprio conselho. Portanto, parece estranho que Stannis permitiria a presença de uma testemunha ociosa.
Ensaios anteriores deste Mannifesto, particularmente Operating in the Dark, mostram que Stannis sabe sobre a sobrevivência de Mance e conspirou ativamente com Melisandre e Mance Rayder. Eles destacam ainda que Stannis intencionalmente colocou Camisa de Chocalho à disposição de Jon, para uso posterior como seu agente dentro de Winterfell.
Visto que a missão secreta de Mance é de suma importância, acredito que Stannis permitiu que “Camisa de Chocalho” permanecesse presente para que Mance pudesse adquirir qualquer conhecimento que o ajudasse em sua missão de resgate.
Então, o que Mance aprendeu neste conselho?
Especificamente: o que Mance aprendeu que o ajudaria a resgatar Arya Stark com sucesso?
Entre outros insights, Mance aprendeu o seguinte:

· Mors “Papa-Corvos” Umber quer a cabeça de Mance como caneca, e vingança por um saque de selvagens.

· Mors quer perdão por seu irmão Hother Umber, que se aliou aos Boltons.

· A única razão pela qual Hother se juntou a Bolton foi porque Grande Jon está em cativeiro.

Esses fatores indicam que os Umbers estão muito interessados em manter Grande Jon vivo, apesar de odiarem os Boltons. Indica a disposição deles de violarem seus princípios quando é importante para um objetivo mais importante.
Isso significa que os Umbers estão abertos à negociação, desde que oferecidos os incentivos adequados.
Além disso, significa que Mors pode ser facilmente persuadido a se juntar a Stannis, e que Hother provavelmente também se juntará. A única condição é que, sejam quais forem as ações realizadas, elas não devem expor os Umbers e, assim, ameaçar a vida do Grande Jon.

· A filha de Mors Umber foi sequestrada por selvagens há trinta anos.

Considerando-se a observação de que os Umbers estão dispostos a se comprometerem e negociarem quando necessário, a informação sobre a filha desaparecida de Mors torna-se um recurso valioso para o estabelecimento de um acordo com Mors Umber.
[...]

FILHA DE UM GIGANTE

[...]
A revelação dessa flexibilidade é fundamental. Isso leva a um paradoxo crucial e a uma dedução poderosa:
- Mors Papa-Corvos odeia Mance Rayder.
- No entanto, A Dança dos Dragões e Os Ventos do Inverno mostram um claro conluio entre Mors Papa-Corvos e Mance Rayder (também conhecido como Abel).
- Por que Mors seria conivente com um inimigo capital como Mance / Abel?
- Ou Mors não sabe a verdadeira identidade de Abel, ou ele estava disposto a se envolver com Mance.
- O que obrigaria Mors a se envolver e trabalhar com Mance Rayder?
- O retorno de sua filha.
Este ponto final é confirmado por meio de inferências. Sabemos inequivocamente que Mors e Mance trabalharam juntos. Sabemos que essas ações foram feitas com a intenção deliberada de beneficiar a campanha de Stannis. O que nos resta é o mistério: por quê?
Nós sabemos o início e o fim desta subtrama: no início Mance soube da filha desaparecida e da flexibilidade de Umber, e no final Mors e Mance estavam trabalhando juntos. O que falta é o meio, como foi negociada a cooperação entre Umber e Rayder.
Felizmente, agora podemos recorrer a algumas deduções confiáveis para encontrar nossas respostas.

Uma Barganha Infalível

Apenas o retorno da filha fornece uma explicação convincente para a paz entre Mors e Mance.
Não podemos presumir que Mance apareceu e simplesmente anunciou seu verdadeiro nome e esperava negociar a cooperação dos Umber apenas com base em boa fé. Como Mors parece ter uma ahostilidade intensa em relação a Mance, seria uma opção terrivelmente arriscada para Mance ou Stannis.
NOTA: Mance pode ter sido capaz de convencer Mors apenas com base no resgate de Arya, mas como você verá, este é um motivo muito menos convincente por si só.
Além disso, Mance não poderia aparecer como Abel e simplesmente esperar que Mors acreditasse na palavra de um selvagem qualquer de que ele poderia se infiltrar em Winterfell e raptar Arya Stark. É inverossímisil.
Quando invalidamos as proposições de Mance negociar puramente com base na boa fé ou Mance negociar disfarçado como Abel devemos olhar para outras explicações .
A única alternativa razoável é que Mance anunciou sua verdadeira identidade e explicou sua missão em Winterfell. Para evitar a represália de Mors pelas transgressões passadas dos selvagens e barganhar a ajuda de Mors, ele devolveria a filha perdida de Papa-Corvos.
Esta última opção parece ser o único método em que Stannis e Mance colocariam qualquer fé real: especificamente porque estariam apresentando a Mors uma indicação valiosa do envolvimento de Stannis e Mance.
E, afinal, se você quer sequestrar a filha de um lorde do norte, quem é melhor do que um selvagem? Mors sabe disso em primeira mão! Se Mance quisesse relembrar Papa-Corvos da habilidade selvagem para raptar filhas, o retorno de Rowan é uma evidência inegável.
NOTA: Estou bem ciente de que Mance não sequestrou Rowan, a cronologia torna isso impossível (ou extremamente improvável). Dito isso, seu retorno certamente demonstra familiaridade com raptos. Além disso, isso lembrará Mors de que os selvagens são famosos por roubar filhas: uma qualidade ideal neste caso.
Ao devolver a filha desaparecida a Umber, ele mostra ainda que os selvagens não causam danos indevidos a essas filhas "roubadas".
O raciocínio usado para chegar a essa conclusão parece bem alinhado, mas a razão por si só pode muitas vezes parecer insuficiente para convencer os leitores.
Felizmente, temos mais do que apenas raciocínio: temos uma candidata ideal para a filha de Mors também.

Uma filha e uma esposa de lança

Entre as seis esposas de lança que se juntam a Mance-Abel em Winterfell, há uma em particular que merece um estudo mais aprofundado: Rowan .
Colocando de forma clara: Rowan, a esposa de lanças, é na verdade Rowan Umber, a filha perdida de Mors “Papa-Corvos” Umber.
A principal razão para essa conclusão está enraizada em seus maneirismos, singulares entre as esposas de lança e entre os selvagens em geral.
Rowan tem um respeito muito distinto pelos Stark, diferente de qualquer selvagem visto até agora:
Mesmo a lama estava congelando nas bordas, Theon viu.
– O inverno está chegando...
Rowan lhe deu um olhar duro.
– Você não tem o direito de pronunciar as palavras de Lorde Eddard. Não você. Nunca. Depois do que fez…
(ADWD, Theon)
Para uma cultura que despreza os “ajoelhados” e o que eles representam, a ideia de uma selvagem que tem grande estima pelos Stark é muito rara. Mas ela vai além: ela chama Eddard de lorde, mostra grande respeito pelo legado de Eddard e conhece as palavras Stark.
Essas características sugerem que Rowan tem uma paixão pela honra dos Stark, bem como pela hierarquia política no norte. Esses atributos não surgiriam espontaneamente em uma selvagem, eles só se desenvolveriam em uma pessoa que realmente viveu ao sul da Muralha por algum tempo. Seu respeito apaixonado pelo personagem de Eddard em particular é indicativo de alguém que veio a conhecer o falecido lorde por reputação ou por interação direta.
O conhecimento de Rowan das palavras Stark mostra que ela tem pelo menos uma educação passageira dos símbolos e das palavras das Casas do norte. Isso sugere pelo menos alguma educação formal, provavelmente durante a infância em uma casa nobre.
Rowan ainda dá um grande passo adiante em seu respeito pelos costumes de Westerosi: ela chama Stannis por seu título de Rei!
– A neve nos esconderá. Você é surdo? Bolton está enviando suas espadas. Temos que alcançar [Rei] Stannis antes que eles o façam.
(ADWD, Theon – A tradução brasileira esqueceu do “rei”)
Ela parece genuinamente conceder a Stannis seu tratamento de rei. Os selvagens nunca usaram essas formas de tratamento para se referir aos reis:
– Vossa Graça? – o rei sorriu. – Isso não é tratamento que se ouça com frequência vindo dos lábios do povo livre. Para a maioria sou Mance. O Mance para
alguns. Aceita umcorno de hidromel?
(ASOS, Jon I)
Resumindo rapidamente esta seção:

  1. Sabemos com certeza que Mors e Mance estavam trabalhando juntos, que algum tipo de aliança foi negociada.
  2. A maneira mais convincente de Mance garantir essa aliança foi através do retorno da filha perdida de Mors.
  3. O comportamento atípico de Rowan mostra que ela provavelmente foi criada ao sul da Muralha e se juntou aos selvagens em algum momento de sua vida.
  4. Seu conhecimento das palavras Stark sugere uma educação formal, tipicamente associada à nobreza ou outras famílias de classe alta.
Sabendo que Mors é o único senhor mencionado como tendo uma filha desaparecida, Rowan é, portanto, a única resposta viável.
Argumentar que não parece ignorar a preponderância de evidências sugerindo o contrário. Pareceria um desvio para refutar o que é quase irrefutavelmente a verdade.

O SOM DE STANNIS

Em A Dança dos Dragões, berrantes e tambores começam a soar fora de Winterfell durante uma nevasca colossal. Os homens enfurnados em Winterfell acreditam que esses ruídos anunciam a chegada de Stannis, nós, leitores, sabemos que os sons são, na verdade, de Mors Papa-Corvos e seu bando de garotos verdes.

Onde estão as trombetas?

A natureza desses sons esconde uma interessante parcela de evidência que ainda indica haver uma conspiração entre Mance e Mors. É pequena, mas incrivelmente incriminadora.
Quando o céu começou a clarear, o som dos tambores já sumira, embora os berrantes de guerra tivessem sido ouvidos.
(ADWD, Theon)
– Lorde Stannis está do lado de fora das muralhas, e não muito longe, pelo que parece. Tudo o que precisamos fazer é chegar até ele. – Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde.
(ADWD, Theon)
Então Stannis está aparentemente fora das muralhas do castelo, soprando berrantes de guerra e tocando tambores. Pelo menos de acordo com Mance. No entanto, isso é um absurdo completo:
Soavam trombetas por todo lado, sonoras e metálicas. Os selvagens não têm trombetas, têm apenas berrantes de guerra.
(ASOS, Jon X)
Alguém pensaria que Mance se lembraria do som das trombetas como o verdadeiro sinal da presença de Stannis. Afinal, a maior batalha –e maior derrota contundente– de toda a sua vida foi anunciada por trombetas.
Mance mentiu claramente para Theon sobre Stannis estar fora de Winterfell. Mance sabe que Stannis não está fora das muralhas, mas ainda pretende enviar Theon e Arya para a fonte do ruído: algo que Mance dificilmente faria, a menos que ele soubesse a verdadeira identidade daqueles lá fora.
Essa conclusão também mostra que Mance não quer que Theon saiba a verdade sobre Mors, ou o propósito dos sons.
O que então significam os sons? São uma guerra puramente psicológica ou algo mais?

UM SINAL MUSICAL

A ocorrência dos chifres de guerra e tambores fora de Winterfell está curiosamente alinhada com vários acontecimentos. Existem vários eventos interessantes que acontecem pouco antes ou depois que a música começa a tocar:
Antes de a música começar
· Assassinatos ocorrem diariamente.
· Theon encontra o “homem encapuzado”.
· Theon é interrogado por Roose Bolton, Barbrey Dustin, Roger Ryswell e Aenys Frey.
Depois que a música começa
· Theon é capturado pelas esposas de lança, trazido para Abel / Mance.
· Não há mais assassinatos. NOTA: A morte do pequeno Walder não conta, sob a evidência de que ele não foi morto pelos mesmos assassinos das mortes anteriores.
· A música para na madrugada do dia seguinte com três toques distintos de berrantes de guerra.
· Mance Rayder e as esposas planejam realizar sua tentativa de resgate naquele dia.
Os berrantes e a bateria são de Mors. Como você pode ver, uma grande quantidade de ação acontece quando eles começam a soprar. Tudo isso está associado à missão de resgate de Mance.
Parece claro que os berrantes de guerra sinalizaram a Mance e às esposas de lança para realizar a tentativa de resgate. Não parece um meio de dizer a Mance “Estou pronto! Estou em posição de receber Arya”?

Uma pausa nos assassinatos

Há ampla evidência em A Dança dos Dragões de que a maioria dos assassinatos em Winterfell foram causados pelas esposas de lança.
Por que eles estão acontecendo? Por que eles pararam?
Embora o texto não deixe claro, parece mais provável que os assassinatos tivessem o objetivo de semear a discórdia entre os vários senhores de Winterfell. O maior exemplo dessa turbulência é a animosidade fervente entre Freys e Manderlys. As mortes estão fazendo os ânimos se incediarem.
As esposas também estavam matando em rápida sucessão, corpos eram encontrados de manhã e à noite. No entanto, nenhum corpo foi encontrado na manhã da tentativa de resgate, a manhã em que os berrantes de guerra estão soando. Parece que as esposas de lança mudaram repentinamente de curso, os berrantes de guerra sinalizando a chegada da hora de fazer outra coisa.
Os chifres de guerra eram um sinal de que Mors estava pronto para o início da missão de resgate.
NOTA: As esposas de lança não pretendiam criar discórdia a ponto de criar um conflito entre os aliados de Bolton; seus planos foram atrapalhados pelos Freys e Manderlys terem entrado em conflito e ordenados a sair em busca de Stannis.
Além disso, o motivo pelo qual Theon só foi abduzido depois que os berrantes foram tocados foi para minimizar o risco de seu envolvimento. Já mostrei que Mance mentiu deliberadamente para Theon sobre quem estava fora dos muros de Winterfell, corroborando fortemente sua desconfiança.

O Homem Encapuzado e o Interrogatório

Uma coisa é Mors dizer a Mance que ele está pronto. Ele também precisa saber se Mance está pronto para realmente realizar o resgate. Afinal, sem qualquer comunicação entre eles, Mors poderia ficar tocando aquelas buzinas indefinidamente e sem efeito algum.
Então, como Mance fala com Mors?
Isso se conecta a um evento que permanece inexplicável: o encontro infame de Theon com o “homem encapuzado”.
Não é interessante que este homem pareça ter aparecido pela primeira vez justo na noite anterior ao som dos chifres de guerra?
Explorar totalmente a identidade do Homem Encapuzado é um assunto que requer um olhar mais aprofundado sobre as coisas. Dar a você uma explicação completa e convincente de quem eu penso que é, e por quê , é o assunto do próximo ensaio no Manifesto, The Hooded Man Uncloaked .
[...]

IMPLICAÇÕES

Existe um enigma que deve ser refletido:
Se as esposas de lança estiveram em Winterfell o tempo todo, por que eles só começaram os assassinatos três dias antes da tentativa de resgate?
Em outras palavras, por que elas só começaram a matar pessoas naquele momento? Elas planejavam fazer isso indefinidamente até que Mors desse o sinal?
Isso leva à pergunta muito importante:
Houve um sinal para as esposas de lança começarem seus assassinatos? Ele veio de Mors?
submitted by HoBaLoy to Valiria [link] [comments]

Como trazer alunos para a sua academia?

O verão é considerado uma das Épocas de Alta nas Academias, sendo que neste período aumenta em média 30% a frequência e adesão nas academias, segundo pesquisa da Podium. Consequentemente o inverno, o tempo chuvoso, a preguiça desestimulam a adesão das academias, gerando a Época de Baixa.
Porém, vale ressaltar que o clima é apenas um dos fatores responsáveis por Épocas de Alta e Baixa nas academias, a complexidade regional do país, o cotidiano das pessoas, e a cultura são fatores relevantes e que devem ser levados em conta para avaliar como aproveitar ao máximo a Época de Alta, e saber enfrentar quando a Época de Baixa chega.
Todos os dias, pessoas procuram as academias por Motivações Instantâneas, seja alguns dias antes de realizar uma viajem querendo ficar em forma e começar a ter uma vida saudável. Levando em consideração que boa parte da população já sabe da importância e benefícios da prática de exercícios físicos regulares para a qualidade de vida. Mas o que falta para muitos é por em prática no seu dia-a-dia.
Para quem nunca fez uma academia ou não a frequenta há um certo tempo e pretende voltar a todo o vapor, a Motivação Instantânea é apenas o estimulo para começar, mas se não for desenvolvida de forma adequada, as pessoas se desmotivam e desaparecem das academias.
Os períodos de grande frequência das academias de ginástica no país mudam conforme a localização destas. Geralmente, são dois os períodos de safra e mais dois de entressafra do ano para o setor.
Para se ter uma ideia, enquanto as academias de Santa Catarina estão vazias nos meses de Janeiro e Fevereiro, as academias de São Paulo vivem cheias nessa época do ano.
Desta forma, é preciso entender estes dois momentos de pico no segmento, que ocorrem com frequência no país.
O segredo é fidelizar os alunos e não perder as oportunidades de trazer novos, e para isso, segue algumas dicas:
3 passos básicos para a área administrativa:
REGISTRAR OS DADOS DE CONTATO DOS CLIENTES;
ATUALIZAR CONSTANTEMENTE O BANCO DE DADOS;
ORGANIZAR E REALIZAR TELEMARKETING.
Primeiro passo: comece a usar o Histórico de Exercícios.
• Faça um modelo de arquivos. Ele deve conter as seguintes informações:
• atividades de interesse;
• resultados desejados;
• partes do corpo que mais quer os resultados;
• prazo desejado;
• o que pode atrapalhar a decisão da matrícula;
• perguntas cujas respostas servirão para quebrar objeções na negociação.
• os dados de contato devem vir embaixo de todas essas informações.
Ao invés de imprimir em folha de sulfite em preto e branco, recomendamos que imprima em folha com gramatura maior, com o logo da sua academia, um layout bonito, impresso em cores, de forma que combine mais com a qualidade do atendimento que sua consultora de vendas vai fazer e que não tenha um aspecto de ficha de cadastro.
Todos os visitantes devem preencher esse histórico de exercícios assim que chegarem pela primeira vez na academia para serem atendidos.

Veja nosso modelo de “Histórico de Exercícios”.
Segundo passo: treine a equipe para fazer os visitantes preencherem as informações
Para que a recepcionista tenha credibilidade e consiga direcionar os visitantes, a aparência e a postura da consultora fazem enorme diferença.
Por isso, as recepcionistas devem estar maquiadas, com cabelo e unhas feitas e com um uniforme social, para ser usado com sapato alto.
Quando um visitante chegar, a recepcionista deve estar de pé para recebê-lo e quando ele disser que quer os preços ou quer conhecer a academia, a resposta deve ser:
“Claro! Meu nome é Mariana, e o seu?”, “Muito prazer Roberto, seja bem vindo! Sente-se por favor”. Entrega a caneta. “Eu vou te fazer umas rápidas perguntas a respeito do seu histórico esportivo, entendendo o que está procurando e ver como a academia pode te ajudar”. Entrega o Histórico de Exercícios.
Antes que o prospect diga que está com pressa e não pode preencher, a recepcionista deve emendar com a seguinte frase:
“Inclusive, esse já é um presente nosso para você”. Dá a caneta para o prospect. Obviamente, essa caneta não é qualquer uma. Nossa recomendação é que você faça canetas com o logo da sua academia para dar de presente para os visitantes.
E para finalizar e deixar o prospect à vontade preenchendo o Histórico de Exercícios:
“Você prefere uma água, suco ou um café?”
Para treinar a equipe, você passar o vídeo sobre “Contato Inicial” para a sua equipe e recomendamos que faça diversas simulações entre elas, onde uma é a cliente e outra é a recepcionista, para que coloque tudo em prática.
Logo após receber o cliente dizendo “Claro! Meu nome é Mariana, e o seu?”, “Muito prazer Roberto, seja bem vindo!”, a consultora de vendas deve direcionar o visitante para uma área de negociação, que é uma mesa do lado de dentro da academia onde a consultora de vendas fará todo o atendimento.
Se não houver espaço dentro da sua academia para ter essa área de negociação, pode ser antes de passar a catraca, na própria recepção. Se também não houver espaço, em último caso, o atendimento poderá ser feito no próprio balcão da recepção.
Caso o visitante diga que está com pressa e insista que quer apenas saber quais são os preços, a consultora deve fazer 2 tentativas:
• primeira: “ah, por favor, são só 10 minutos!”. Com voz doce, calma e gentil.
• segunda: “entendo… e é justamente por isso que pedimos essas informações, para te apresentar apenas o que mais interessa de acordo com os seus objetivos”.
• terceira: eu vou te entregar os preços e vou anotar somente seus dados de contato para eu te fazer uma apresentação mais adequada dos nossos planos para você, ok?
Veja mais em “Como realizar um bom contato inicial?”
Terceiro passo: acompanhe os processos que envolvem o preenchimento dos dados de contato dos clientes
Esses processos são:
• recepcionista pedir para que os visitantes preencham o Histórico de Exercícios;
• consultora completar alguma informação de cadastro, caso o cliente não tenha preenchido;
• consultora registrar os dados do cliente no sistema;
• consultora confirmar e atualizar os dados no sistema periodicamente.
Para acompanhar esses processos, o melhor caminho é ir à campo semanalmente para checar como eles estão acontecendo na prática, ou seja:
• ver os visitantes sendo recebidos pela recepcionistas;
• verificar os Históricos de Exercícios da semana, se estão com todas as informações de contato;
• verificar semanalmente se todos os dados de contato dos Histórico de Exercícios foram registrados no sistema;
• verificar se, nas renovações, as consultoras de vendas estão confirmando as informações de contato e atualizando no sistema.
Veja mais em “Como treinar a equipe de vendas?”
Como manter os dados da sua academia atualizados?
Um passo:
– fazer ações de recadastramento;
– primeiro passo: faça ações de recadastramento.
Peça para que os professores entreguem fichas de recadastro para serem preenchidos com nome, email, telefone fixo e celular. Você pode acrescentar o endereço também se desejar.
Essas fichas devem ter algum componente emocional, que pode ser um sorteio de um brinde. Por exemplo, você pode colocar um carimbo com os dizeres “passaporte para o seu sonho” e sortear um plano semestral.
Outra estratégia interessante é a de colocar também o nome do professor que está entregando. No final, o professor que tiver mais clientes com a ficha de recadastramento preenchidas ganha alguma premiação.
Essa mesma ação pode ser enviada por email para que as pessoas respondam com as demais informações atualizadas.
É interessante que você faça ações como essa uma vez por semestre.
Outra ação que pode ser feita constantemente é, na hora da renovação de cada cliente, a consultora confirmar os dados de contato e atualizar se houver alguma mudança.
Veja o nosso exemplo de “Ficha de Recadastramento”
Como fazer telemarketing?
São 4 passos:
• escolher a sala de vendas;
• organizar os controles de telemarketing;
• treinar a equipe de vendas para fazer as ligações;
• organizar os blocos de ligação.
Primeiro passo: escolha a sala de vendas
Essa sala deve ser um lugar calmo, longe da confusão da recepção, da música das aulas e dos demais colaboradores. O cenário ideal é uma sala específica para os consultores de vendas ficarem fazendo as ligações junto com um líder de vendas realizando o acompanhamento.
Se você ainda não tem uma equipe exclusiva para realizar esse trabalho ou não tem condições para ter uma sala de vendas, recomendamos que reserve um espaço na sua sala, ou na sala da administração para que as consultoras de vendas façam as ligações.
Inclusive, essa é uma estratégia interessante enquanto você não tiver um líder para as vendas, você poderá estar na sua sala, fazendo o seu trabalho, enquanto também presta atenção nas ligações, acompanhando se estão na qualidade e quantidade adequadas.
Segundo passo: organize os controles de telemarketing
Na agenda de telemarketing deve ter:
• nome de cada prospect que a consultora entrou em contato;
• o tipo de ligação que foi feita (24 horas, renovação, rematrícula, indicações, pós venda);
• o dia e a hora que entrou em contato.
No controle de agendamentos diários deve ter:
• nome do consultor que fez o agendamento;
• horário do agendamento;
• nome do prospect;
• tipo de agendamento (24 horas, renovação, rematrícula, indicações, pós venda);
• se compareceu ao agendamento;
• se fechou um plano.
Você pode criar os seus próprios controles de telemarketing ou pode baixar o nosso modelo de “Agendas de Telemarketing” e “Agendamentos Diários”.
Terceiro passo: treine a equipe de vendas para fazer as ligações
Esse treinamento deve incluir: postura, tom de voz, preenchimento dos controles e scripts.
É muito importante que as consultoras de vendas sigam os scripts exatamente como foram montados. Por isso, recomendamos que você gaste bastante tempo nesse treinamento fazendo com que a equipe simule ligações, onde as consultoras formam duplas, uma fica de costas para a outra, uma delas é a consultora e a outra é a cliente e fazem uma ligação uma para a outra.
Veja em nossa área de vídeos, os treinamentos de telemarketing e como utilizar os scripts nas ligações.
Quarto passo: organize os blocos de ligação
Um bloco de ligação é o tempo que a consultora deve ficar concentrada exclusivamente fazendo telemarketing. Esse período deve ser de 2 horas, se for mais ou menos, você não vai aproveitar ao máximo o potencial que o telemarketing possui.
Por isso, mesmo se estiver começando a utilizar o telemarketing como ferramenta de vendas, organize os horários da consultora de vendas ou recepcionista para que fique durante duas horas consecutivas fazendo as ligações.

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/trazer-alunos-para-academia/
submitted by Vedovati_Pisos to u/Vedovati_Pisos [link] [comments]

Saber o que é fascismo é um privilégio. Lembrem-se disso na hora tentar convencer alguém a ser contra o Bolsonaro

tl;dr: Pobre sem acesso à educação não teve a mesma oportunidade que você de estudar o que é fascismo. Ele tá mais preocupado com o que vai ter no prato dele no jantar enquanto come o almoço. Bolsominions cagam pra fascismo, mas a estratégia é cutucar pontos que o Bolsonaro não resolveu na vida deles.
É claro que isso não impede ninguém de combater frontal e abertamente o fascismo, mas vamos nos lembrar que, se tem tanta gente estudada que não sabe o que é fascismo, imagina quem não teve acesso à educação ou que está mais preocupada com o que vai comer naquele dia, em arranjar um trabalho o quanto antes, no preço do busão etc.
Pais de amigos meus viveram na época da ditadura e dizem que não acharam nada ruim, mas atentem-se: eles não concordam nem com uma vírgula do que os militares faziam e defendiam, eles eram apenas pessoas pobres e sem estudo, que, de alguma forma, tinha seu emprego garantido na linha de produção da fábrica e não tinha interesse em liberdade de expressão, porque não tinham nada a falar; não tinham interesse em socialismo x liberalismo, porque não tinham o que questionar enquanto o pão estivesse chegando à mesa deles.
Minha mãe foi muito pobre quando criança no Nordeste, de a minha vó mandar encher o bucho de água pra não sentir fome na hora de dormir. Ela diz que na época da ditadura, a fome era uma preocupação maior para a família dela do que ideologias políticas. Como é que uma pessoa dessas vai saber o que é fascismo?
"Ah, mas pobre vota no Lula!" Não. Em 2018, tivemos o fenômeno "Lulonaro", em que pobres, se não tivessem acesso a renda, queriam, pelo menos, não morrer de bala de bandido, coisa que o marmita de miliciano dizia que iria combater. Para essas pessoas, o caminho mais curto para convencê-las a não dar trela pro Bolsonaro é apontar os problemas palpáveis na vida delas, coisas que o Bolsonaro não resolveu. Nada impede que elas sejam esclarecidas quanto ao fascismo nesse ínterim, mas a porta de entrada é a conscientização de que o presidente que elas elegeram não resolveu o problema delas.
Isso vale, também, para os privilegiados de classe média e alta, que estão cagando pra fascismo, mesmo sabendo o que é. Nunca vamos convencê-los de que o Bolsonaro é fascista e que isso é ruim, mas a pequena fissura que podemos aproveitar pra rachar e estourar o dique é aquilo que o Bolsonaro prometeu mudar na vida deles e não mudou. Não conseguiu emprego? Culpa do Bolsonaro. Ainda tem tiroteio no seu bairro? Culpa do Bolsonaro. A milícia domina o seu bairro? Haha, sério? Culpa do marmita de miliciano do Bolsonaro. Mas cuidado, porque eles estão preparados pra jogar a culpa toda no Congresso. Vamos lembrá-los de que o Bolsonaro fez parte daquilo por 30 anos, e que não era nenhum ingênuo pra não saber não convenceria o Congresso fazendo arminha de dedo. Ademais, tem coisa que não passa pelo Congresso, como o incentivo à milícia, negociação com bandidos condenados no Mensalão do PT (essa é um ponto nevrálgico pra eles), como Valdemar Costa Netto, Roberto Jefferson e Ciro Nogueira.
submitted by Locutrad to brasil [link] [comments]

Como investir | Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.

O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.

Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente será responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.

Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como é viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:

Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.

Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.

Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!

No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.

Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.

O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.

O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.

Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.

Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:

  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.

Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)

  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.

Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.

  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.

  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.

Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.

Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:

Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?

(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)

Este exemplo introduz-nos à próxima lição.

Lição 3: Controlem o que conseguem controlar

Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!

Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:

  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.

Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.

No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.

Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.


Frequently Asked Questions

Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.

Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.

Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.

Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.

Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.

O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:

DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.

Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:


Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.

Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.

O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.

O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.

Terás tido um proveito líquido de 19% com esta simples operação, excluído eventuais comissões de resgate e subscrição. Daí que o passo 1 seja importante.
De nada :)

Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:


Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.

Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.


Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.

Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to financaspessoaispt [link] [comments]

Consórcio: Qual a Abordagem que Gera mais Vendas?

Consórcio: Qual a Abordagem que Gera mais Vendas?
https://home.ololu.com.bblog/artigo/consorcio-qual-a-abordagem-que-gera-mais-vendas
Você sabe qual é a abordagem que gera mais vendas? Muitos dizem que para ser um bom vendedor tem que se vestir bem, falar bem, saber manipular situações, entre outros requisitos básicos da profissão. Mas será que as coisas continuam dessa forma? Será que outras atribuições não são necessárias também? Será que você se encaixa no perfil de um vendedor bem sucedido?
Às vezes é difícil encontrar uma resposta para essas perguntas. Tente se colocar no lugar do consumidor, pense o que foi que facilitou sua vida quando você consumiu determinado produto ou serviço. Também tente esclarecer na sua cabeça o que foi que fez dar errado todo o plano de negociação e aprenda com os erros.
Abordagem Confiante
Quando vemos alguma pessoa confiante, que sabe o que faz, entende do que fala, e até caminha de uma forma confiante, passamos a sentir uma admiração. Ficamos atraídos por aquela pessoa, claro que cada um em cada nível e intensidade.
Mas quando vamos falar de negócios, não podemos comparar a situação com um flerte, pois as variáveis das situações não combinam. Porém, os dois lados mexem com sensações similares. Aquela emoção de comprar algo, de se sentir mais preenchido ao consumir e levar alguma coisa para casa depois de sair para fazer compras, tudo isso cria um sentimento de satisfação, assim como aquele alguém que no bar conseguiu conquistar outra pessoa.
Quem precisa vender para empresas não pode se basear somente na confiança. Pois o aspecto confiante vem de outros fatores que todo vendedor precisa ter para conseguir concretizar o maior número de vendas.
O certo é você saber as necessidades daquela pessoa. Monte uma estratégia personalizada, que faça com que ela aceite a sua proposta!
Características de um vendedor confiante: ele sabe o que o cliente precisa, ele sabe como debater e mostrar que aquilo é realmente necessário, possui uma visão diferenciada e consequentemente consegue oferecer algo de valor e distinto no mercado além da oferta principal.
Mas, sabe o que é que fica marcado mesmo? A peculiaridade da visão de mundo que o vendedor tem. Pessoas com um ponto de vista mais abrangente e que sabem da existência de mais valores além daqueles que estão voltados para cima num dado, geralmente têm mais sucessos quando o assunto é vender uma ideia.
Ofereça o que o Cliente Precisa
Muitos hoje em dia ouvem a história de que é preciso se relacionar com o cliente para que a venda aconteça. Mas o relacionamento só anda se você já gerar resultados mesmo enquanto não haja nenhum contrato vigorando. Ou seja, crie um vínculo genuíno de troca de conhecimento, experiências e informações com o cliente e somente depois ofereça alguma proposta de venda. Clientes gostam de resultados, de valor agregado, de lucratividade!
Então, vendedores que tiram dúvidas importantes, que participam ativamente de debates e discussões e impõem suas ideias sem medo de julgamentos, que realmente contribuem de alguma forma com algum conteúdo de valor e alavanque o sucesso dos demais, geralmente são aquelas pessoas que obtém mais sucesso na carreira.
Você faz esse tipo de vendedor conselheiro, daquele profissional que facilita a venda em todos os instantes, sempre deixando as coisas simples, educando o cliente e mostrando os erros nos quais ele não deve cair? Se não, é hora de começar a exercer esse papel. Se sim, parabéns, as vendas lhe aguardam!
Conheça a Plataforma Digital, experimente por 10 dias grátis.
submitted by ololu_consorcios to u/ololu_consorcios [link] [comments]

Como investir | Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to literaciafinanceira [link] [comments]

O empreendorismo sumiu da TV? porquê sempre foi um Blefe....

Tudo seria muito engraçado se não fosse no meu país...
A crise do novo coronavírus, a quarentena forçada e, golpe de misericórdia, o toque de recolher fechando comércio e evitando circulação e aglomeração de pessoas nos espaços públicos, foram o golpe fatal em um sonho que tinha tudo para dar errado: sem garantias sociais, além de não poder contar com uma rede social de proteção representada pela carteira de trabalho, os “empreendedores” foram deixados no vácuo: food bikes, food truckers, motoristas de aplicativos, pipoqueiros e toda uma legião de pessoas que acreditavam apenas no poder da força de vontade.
Diante da situação catastrófica de milhões de “empreendedores” sem conseguir ganhar o pouco que ganhavam antes, de uma hora para outra as expressões “empreendedorismo” e “empreendedor” sumiram do noticiário. No lugar, a designação real desses desempregados sem garantias trabalhistas e sociais.
Agora o noticiário os designa como “autônomos”, “trabalhadores informais”, “ambulantes”. Todos sem renda, à espera de algum plano ou medida do governo para ajuda-los.
Pedra de toque do discurso que legitimava as reformas trabalhista e previdenciárias desde a Era Temer, agora a panaceia do “empreendedorismo” é protegida do noticiário negativo. Sumiu! Nenhum “empreendedor” está em crise... só ambulantes, informais...
Esse é o jornalismo no álcool em gel, que perde os anéis, mas tenta salvar os dedos. Na tentativa de salvar semioticamente a palavra “empreendedorismo” (evitar que seja contaminada pelo vírus da desmoralização), a cobertura da crise nacional do COVID-19 torna-se tão asséptica quanto álcool em gel.
Dentro dessa estratégia semiótica para salvar a varinha de condão ideológica do empreendedorismo, o viés da cobertura tem sido a da “solidariedade” e da “empatia” dos brasileiros repentinamente postos em quarentena e isolamento social.
Propositalmente esconde que essa “solidariedade” e “empatia” é apenas entre os socialmente iguais – muitos já começam a ser sumariamente demitidos, embora as autoridades peçam “compreensão” e “negociação” para “garantir os empregos”.
vírus trazido pelos ricos para o Brasil, vai descer a pirâmide social e transformar os “empreendedores” sem renda das periferias em vetores que exterminarão a parcela da população mais vulnerável, os idosos e doentes... quem sabe isso faça parte de uma agenda oculta da reforma da Previdência...
No centro de toda essa pandemia do COVID-19 está a estratégia semiótica de manipulação de expectativas, assim como foram as reformas e a promessa do empreendedorismo como a alavanca para o crescimento do PIB: milhões de maquinhas de débito e crédito que iriam aquecer a economia e bombar o PIB. Mas o futuro nunca chega.
Cadê o "empreendedor" que estava aqui?
submitted by Matmil1342 to brasilivre [link] [comments]

Estratégias poderosas para negociar melhor

Negociar é sempre um desafio! O vendedor é acima de tudo é um profissional que aplica no dia a dia os conceitos das ciências sociais. E aprender como ganhar uma negociação faz parte da ciência envolvida em vendas, onde se utiliza comportamentos e atitudes em favor de um contrato.
Seguem algumas dicas para quem quer fechar mais negócios:
submitted by mercollys to u/mercollys [link] [comments]

Um pouco sobre especulação, bolsa de valores, e o mercado financeiro brasileiro, por alguém que atua na área

Trabalho em uma empresa que atua na bolsa de valores e porventura leio nesse subreddit ou ouço em meu ciclo social sobre especulação, alavancagem, taxação de dividendos, etc, muitas vezes comentários com uma ideia completamente errada de como essas coisas funcionam na prática. A fim de elucidar um pouco esses pontos segue uma explicação básica de como funciona, por dentro, o mercado financeiro brasileiro, mais especificamente a especulação e a distribuição de dividendos na bolsa de valores.
Antes de falar de especulação, uma distinção e algumas definições importantes: Antes de juntarem-se na atual B3, as bolsas brasileiras dividiam-se em BMF, Bovespa, e CETIP. Apesar de unidas, na prática são segmentos separados dentro da B3. A CETIP se encarrega de custódia e liquidação - ela guarda patrimônio e converte ele em moeda - enquanto a Bovespa é um mercado de ativos, e a BMF é um mercado de derivativos. A diferença é importante: Na Bovespa são negociadas ativos financeiros (ações) que nada mais são que participações societárias em empresas produtivas, com bens reais como máquinas e produtos, enquanto que na BMF são negociados derivativos - papéis, tais quais contratos futuros e opções. Um ativo é algo que tem valor intrínseco (tq. o percentual de uma empresa), enquanto que o valor de um derivativo, como o nome sugere, apenas deriva daquele de um ativo. Por exemplo, um contrato futuro de 100 sacas de café com vencimento em Janeiro de 2019, comprado hoje a R$800 a saca, se mantido até o vencimento, pode ser convertido fisicamente nas 100 sacas em Janeiro de 2019, independente se a saca custar R$80 ou R$8000 em Janeiro. O contrato em si não tem valor algum caso o preço se mantenha constante, a única coisa de valor real é o café (ativo físico). Caso seu preço suba, o detentor do contrato lucrou, caso desça, ele perdeu. Como você deve estar imaginando, não há caminhões de café trafegando pela B3 - a liquidação da maioria dos contratos futuros é financeira, isto é, se a saca subiu para R$8000 em Janeiro, ao invés de receber as sacas em si a um preço absurdamente baixo (os R$800 que pagou em Dezembro), o comprador meramente recebe a diferença depositada em sua conta.*
Essa é a diferença de suma importância entre ativos e derivativos, Bovespa e BMF: Naquela você adquire capital social - é sócio de uma empresa que produz - e nessa você realiza operações financeiras - transações bancárias entre traders, mediadas pela bolsa. A especulação financeira se dá quase que inteiramente com derivativos, em especial contratos futuros. Existe muita especulação na BMF, isso é fato. Agora, isso é algo ruim? Depende para quem. Para o especulador, obviamente depende da corretude de sua análise e de sua gerência de risco - isto é, o quanto ele se protegeu para eventuais perdas. Ele não é uma caricatura gorda de tophat que apenas ganha, nem um apostador compulsivo que apenas perde. Existe muito CPF (jargão para investidor pessoa física) que entra na bolsa sem estudo, sem proteção, ainda por cima alavancado, especula e joga fora suas economias. Existe ainda investidor institucional sério que adota a estratégia errada e leva fundos de investimento a falência. Myron Scholes, nobel em economia e autor de um dos modelos mais usados no mercado financeiro, perdeu 4.6 bilhões em 4 meses, levando seu fundo de investimentos à falência. Enquanto isso há CPFs disciplinados e com estudo que conseguem na consistência de seus negócios um complemento de renda, bem como fundos de investimento que estão aí há várias décadas e providenciam proteção da inflação com bônus para seus clientes, sejam eles CPFs ou grandes empresas. Em suma, para o especulador que comete erros crassos obviamente sua especulação foi ruim, enquanto que para o que tem um bom modelo e ganha consistentemente sua especulação é boa. Mas isso é problema - ou ganho - deles e dos clientes que optaram por arriscar com eles. Seguimos ao que importa ao resto do mundo, mais especificamente o resto do mercado (que não especula) e o resto da sociedade (que não investe na bolsa).
Para o resto do mercado - que afeta o resto da sociedade - a especulação providencia liquidez, o que é algo bom. Em outras palavras, especuladores negociando o tempo todo significa que a qualquer momento eles podem comprar e vender, pois haverá alguém na outra ponta. O que esses não-especuladores estão fazendo? Hedge, que é algo fundamental à cadeia produtiva. Pense em um industriário que acabou de contrair uma dívida em dólares ao comprar máquinas pra sua fábrica - se o vencimento de sua dívida é daqui 6 meses, e nesse meio tempo o dólar explodir para R$5, ele tem uma grande chance de falir. O que ele faz para se proteger dessa possibilidade? Ele compra contratos futuros de dólar. Caso o dólar de fato chegue a R$5, tudo que ele perdeu na dívida ele ganha no contrato futuro. Fica no azul, zero-a-zero. Se, por outro lado, o dólar cair majestosamente a R$2, tudo que ele perder no contrato futuro ele ganha na dívida. Vale notar aqui que os contratos tem liquidação diária - isto é, se o dólar desvalorizar 2% de hoje para amanhã, isso será descontado da conta do investidor de hoje para amanhã, não apenas no vencimento. O mesmo vale aqui para quem deseja proteger-se de uma safra desastrosa, no caso dos contratos agrícolas. Quanto ao resto da sociedade, a especulação é neutra. Se por um lado ela é essencial para o hedge do investidor do setor produtivo, por outro o especulador está movimentado dinheiro que de outra forma poderia estar sendo investido diretamente em algo produtivo.
Um parêntesis a ser feito aqui é sobre alavancagem. Muito se fala a respeito, mas nada mais é, no caso de CPFs, do que a corretora lhe deixar operar com mais dinheiro do que você tem, dando-lhe uma margem para perdas. Por exemplo, se você tem R$5 mil em conta, qualquer variação no preço do (deriv)ativo negociado não vai lhe proporcionar grandes lucros ou prejuízos. Uma variação de 1%, que é relativamente comum dentro de um dia, vai lhe proporcionar meros 50 reais, sobre os quais irão incidir diversas taxas e impostos. Se ao menos você tivesse R$50 mil, tal que esses 1% lhe dessem 500 reais... A corretora tem a solução: ela tem esse dinheiro, e conquanto que você não perca os R$5 mil que de fato tem em conta, ela te banca para operar R$50 mil. Variou 10% ela te tira da operação automaticamente e você acaba de perder R$5 mil. Daí nasce a alavancagem. Aqui vale o parêntesis de que a bolsa tem garantias de volatilidade - no dólar, p.e., a variação máxima dentro do dia é 6% (há vários mecanismos para não chegar nesse patamar em primeiro lugar) acima disso a negociação simplesmente é encerrada. Dito isso, a alavancagem é algo ruim? Aqui cabe a mesma análise da especulação: para quem opera alavancado, depende. Tanto o retorno como o risco são maiores - é um trade-off. Para o resto é neutro, e para a corretora é bom pois ela ganha sobre o volume financeiro.
Agora que realizamos a distinção entre os mercados da BMF e Bovespa podemos falar de dividendos. Dividendos são pagos sobre ações, ou seja, especuladores não ganham dividendos (até mesmo quem especula com ações faz day ou swing trade, isto é, vende no mesmo dia ou na mesma semana, não segurando por tempo o suficiente para recebê-los; esses são pagos algumas vezes ao ano, apenas). Dividendos não são, nem de longe, a principal fonte de lucro dos investidores. Repito: dividendos não é a fonte de renda de grandes investidores. A Apple, a maior empresa do mundo e uma das que mais providenciou lucro aos seus acionistas na história, de 1988 a 2012 jamais havia pago um centavo de dividendos. Enquanto isso, a cotação de suas ações subiu mais de 32000% no período (a inflação nos EUA ficou abaixo de 5% a.a. todo esse tempo). Todo o lucro que os acionistas da Apple receberam veio do crescimento da empresa - do re-investimento dos seus lucros em mais produção, consequente criação de riqueza e lucros ainda maiores. Lucros refletem na cotação (ações são ativos financeiros, possuem valor intrínseco), que significa mais dinheiro para os detentores das ações. Mas e as empresas que pagam dividendos? O maior dividend yield da bolsa brasileira em 2018 foi 10,3%, da Copel. Enquanto isso, o IBOV (índice que reflete as maiores, mas não necessariamente as melhores, empresas da bolsa) está fechando o ano em 18%, e ação que mais rendeu em 2018 - Unipar (UNIP4) - vem fechando o ano em 167%, seguida de LOGN3 em 157%, IRBR3 em 132%, CRPG5 em 125%, BIDI4 em 113%, e ELPL3 e MGLU3 em 105%.** Os maiores ganhos com dividendos estão uma ordem de magnitude abaixo dos maiores ganhos com a valorização das ações em si - isto é, reflexo do crescimento das empresas.
Para encerrar, uma pergunta que pode ter ficado na cabeça de alguns é: Após angariar recursos durante o IPO para investir no setor produtivo, o que as empresas - i.e. o setor produtivo da economia - ganha com toda essa negociação de ações? Por que ela paga R$39 mil + 0,005% do seu capital social todo ano para ser listada na bolsa (pense em capital social bilionário)? A resposta é simples: justamente por causa do IPO (e de ofertas secundárias, em que a empresa recompra ou vende mais do seu capital social mais tarde). Perceba que o preço da ação no IPO - e consequentemente o capital angariado para investimento - jamais seria perto do que é se não houvesse a possibilidade de negociação e lucro nesse mercado secundário. Como explicado, os proventos pagos pelas empresas não são a maior fonte de lucro - a cotação é! É precisamente por causa da possibilidade de lucrar com essa que investidores estão dispostos a participar em massa de um IPO em primeiro lugar, e é precisamente por causa dessa quantidade enorme de gente disposta a pagar para ser sócia de uma empresa que essas listam-se na bolsa (além do reconhecimento e confiança que ganham com isso). O Brasil tem um histórico pífio de empresas abrindo o capital, essa prática é muito mais comum nos EUA, onde o mercado secundário é, não coincidentemente, muito mais líquido (cerca de 61% dos adultos com mais de 32 anos tem ações nos EUA, enquanto que no Brasil o número não chega a 0,3% da população total - há mais presos do que investidores, no Brasil). A raison d'être do mercado secundário é o primário, e a do primário o secundário. Poético, não?
* Café é um dos poucos contratos futuros com liquidação física, i.e. você pode ir para SP retirar as sacas de café. Outro é o ouro a vista (OZ1, OZ2, e OZ3), em que você pode ou ir para SP retirar os lingotes ou pode optar pela liquidação financeira, em que a bolsa simplesmente deposita em sua conta o valor. Para mais detalhes sobre derivativos, como a diferença dos mercados futuros e a termo, vide este artigo. Para o básico do básico do mercado de opções, vide este.
** Exclui penny stocks como INEP3 e REDE3 e as com baixa ou nenhuma liquidez como CELP6 e ECPR3.
submitted by auser24 to brasil [link] [comments]

O Cavaleiro Andante - SSMs e Personagens secundários

So Spake Martin (SSM)

Abaixo segue uma lista de declarações que Martin deu sobre o "Cavaleiro Andante" em ordem cronológica. Os link para as informações são dos SSMs do portal Westeros e, havendo tradução em português, para os AFMs do portal Gelo & Fogo.
----------------------------------------

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS

Os perfis dos personagens secundários abaixo foram elaborados segundo as minhas impressões. Caso tenham tido impressões diferentes deste personagens, eu estou aberto a novas opiniões.
Caso queiram falar de outros personagens que gostaram, o espaço está aberto. Não devemos nos limitar a estes cinco. Eu apenas os selecionei porque achei interessante o trabalho de GRRM sobre eles.

PATE DE AÇO
Pate é um dos nomes mais comuns nas histórias de GRRM e só há 1 personagem com esse nome que era nobre em 12 mil anos de história conhecida de Westeros. Assim, o ferreiro já era plebeu no nome.
Pate de Aço é retratado como um homem honesto e simples. Enquanto há um Tyrosh de barba azul vendendo elmos ornamentados, Pate de Aço vende “bom aço, forte e simples”. O feirreiro diz que só vende o próprio trabalho e faz uma negociação bem profissional e pouco flexível.
Acho que todo esse trabalho de caracterização foi realizado para justificar Pate simpatizar com a causa de Dunk contra um príncipe cruel. Vimos este apoio de forma nítida quando ele explica que o povo estava apoiando Dunk porque ele era um cavaleiro que respeitava o voto de defender os mais fracos e logo depois demonstra compartilhar deste sentimento ao cobrar de Dunk apenas um preço simbólico (uma moeda de cobre) pelo novo rebordo do escudo.
EGG
Aegon era um filho mais novo que estava a serviço de um irmão primogênito inútil (Daeron) e sofria abusos do secundogênito cruel (Aerion). Assim, a audácia parece ter surgido dentro dele para se impor quando Daeron não se impunha e se defender de Aerion.
Como um escudeiro capaz a serviço de um cavaleiro incapaz, a frustração deve ter sido o que alimentou a vontade de Egg de se unir a um cavaleiro de verdade. Talvez ao ver o quão orgulhoso poderia ser um cavaleiro maltrapilho com Dunk, Egg tenha imaginado o quanto poderia aprender com ele. Assim, como substituto de Daeron, Dunk seria mais o irmão mais velho que Aegon nunca teve, ao invés de uma figura paterna.
Desde essa época, Egg já demonstrava que não era muito mimado. Ser o quarto filho do quarto filho do rei deve ter agruras que colocam os pés de príncipe bem fixos no chão.
MAEKAR
Maekar não destoa do que conhecemos por O Mundo de Gelo e Fogo. Um homem duro e sem diplomacia, em franco contraste com o carisma "povão" de Baelor Quebralanças.
Ainda assim, quando Baelor morre, Dunk diz que não consegue sentir ódio por Maekar, mas na verdade uma “estranha simpatia”. Talvez isso se dê porque Dunk, assim como Maekar, é um cara orgulhoso e altivo, que naquele momento havia levado uma porrada do destino. Talvez Dunk tenha visto em Maekar a si mesmo quando perdeu Sor Arlan.
No começo de "O Cavaleiro Andante", Dunk afirma que não precisava olhar seu reflexo na água para saber que não se parecia com um cavaleiro. No final da novela, Maekar fica encarando o próprio reflexo na água. Estaria Maekar se perguntando se parecia com um assassino de parentes? Com um herdeiro? Com um rei? Vai saber.
SOR ARLAN
Sor Arlan não era um mentor pio ou intelectual, mas de origem humilde, ordinária.
Seu brasão de armas - um cálice de prata alado em um campo marrom - foi descrito como simbolizando “uma taça cheia de fé amizade e amizade e coisas boas para se beber”, assim como teria “asas para voar”. Esta simbologia parecia uma representação muito viva do estilo de vida que Arlan de Centarbor levava.
Sor Arlan usava de sua liberdade para alimentar seus caprichos, como gastar até o último cobre para comprar maças para os cavalos. “Nós servimos quem queremos, homens em cujas causas acreditamos”.
AERION
A trapaça de Aerion matando o cavalo de Humfrey Hardyng expõe desde logo sua personalidade doentia.
Não pela estratégia em si, mas porque é possível ver umas pinceladas de Joffrey aqui. Tendo em mente o caso de Joffrey com a gata grávida, vemos que ambos tem poucos freios morais.
Há também um pouco de Euron em Príncipe Aerion. Aquela história que Egg conta, de que era acordado pelo irmão no meio da noite segurando uma faca para lhe fazer ameças de o castrá-lo para “transformá-lo” em uma irmã lembrou a história da "dobradiça enferrujada" de Aeron Greyjoy.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]

Contra-Economia

Contra-Economia é um termo originalmente utilizado por Samuel Edward Konkin III e Neil J. Schulman, ativistas teóricos libertários. Konkin definiu a contra-economia como “o estudo e/ou prática de toda ação humana pacífica que é proibida pelo Estado.” A contra-economia foi integrada na prática agorista de Konkin, para formar o Agorismo uma variante revolucionária do anarquismo de mercado.
Bob Dylan têm uma música que diz: “…para viver fora da lei você precisa ser honesto”, e esta é a essência da contra economia, os contra-economistas podem fazer coisas tecnicamente “incorretas”, talvez não legalmente corretas, mas estão fazendo isso por um propósito individual que em sua concepção é ético.
O conceito de contra-economia também é usado em um sentido distinto, mas indiscutivelmente compatível em referir-se ao abordar a justiça social e a questão da sustentabilidade em um contexto de mercado, apesar de ser um modo mais geral de Anti-establishment, em vez de explicitamente ilegal.
Em ambos os sentidos, pode-se incluir formas não-monetárias de troca, como uma economia de escambo, ou uma economia da dádiva, e o uso de moedas não reguladas como bitcurrency (litecoin, bitcoin, darkcoin etc..), ouro e prata.
As primeiras apresentações da teoria da contra-economia foram feitas por Samuel Konkin III em duas conferências organizadas por J. Neil Schulman, CounterCon I em 1974 e CounterCon II em 1975, ambas realizadas em Cheshire, Connecticut. Outros oradores nestas conferências inclúem Robert LeFevre, Kenneth Kalcheim e Dennis Turner.
O primeiro livro a retratar a contra-economia como uma estratégia para se alcançar uma sociedade libertária foi Alongside Night de Schulman, publicado em 1979.
O agorismo de Konkin, como exposto em seu Novo Manifesto Libertário , postula que o método correto para alcançar uma sociedade anarquista de livre-mercado é através da advocacia e do crescimento da economia subterrânea, ou “mercado negro” — a “contra-economia” como coloca Konkin — até o ponto em que percebe-se que o Estado como autoridade moral e poder total foi tão profundamente minado que a revolução anarquista de mercado e as empresas de segurança podem surgir do subsolo e, finalmente, suprimir governo como uma atividade criminal (com a tributação sendo tratada como roubo, e guerra sendo tratada como genocídio, etc).
“A Contra-Economia é a soma de toda a ação humana não-agressiva que é proibida pelo Estado. […] A Contra-Economia inclui o mercado livre, o mercado negro, a “economia subterrânea”, todos os atos de desobediência civil e social, todos os atos de associações proibidas (sexual, racial, inter-religioso), e todo os resto que o Estado, em qualquer lugar ou tempo, opta por proibir, controlar, regular, tributar, ou tarifar. A Contra-Economia exclui toda a ação aprovada pelo Estado (o “Mercado Branco”) e o Mercado Vermelho (violência e roubo não aprovados pelo Estado).”
A contra-economia também admite a libertação imediata do controle estatal, em qualquer nível prático, mediante a aplicação da lógica empresarial para decidir racionalmente quais as leis que discretamente quebra e quando o faz. O princípio fundamental é o comércio de risco para o lucro, embora “lucro” possa se referir a qualquer ganho de valor percebido, não só ganhos estritamente monetários (como uma conseqüência da teoria do valor subjetivo).
Das práticas de contra-economia incluem-se:
1- Evasão Fiscal;
2- Contrabando;
3- Tráfico de drogas;
4- Agricultura urbana/subsistência;
5- Contratar ou ser contratado com condições e salários dignos imigrantes ilegais;
6- Trocas e uso de moedas alternativas;
7- Tráfico de armas;
Mercado Negro…Cinza e vermelho:
O Agorismo se baseia na prática consciente da contra-economia e uso de mercados negros, portanto e necessário pontuar o que é um mercado negro e o que significa a prática consciente do mesmo.
Mercado Negro:
O Mercado Negro é a parte da economia ativa que envolve transações ilegais, geralmente de compra e venda de mercadorias ou serviços. As mercadorias podem ser por si próprias ilegais (por exemplo armas ou drogas); a mercadoria pode ser roubada; ou pode ser vendida de outra maneira para evitar impostos, pagamentos ou exigências, tais como cigarros ou armas de fogo. É chamado de “economia negra” ou o “mercado negro” porque são conduzidos fora da lei, e assim são conduzidos necessariamente “na obscuridade”, fora da vista do estado regulador. Os mercados negros aparecem quando o Estado coloca limitações na produção ou na provisão dos bens e dos serviços e prosperam quando as limitações do estado são pesadas, como durante um período de proibição, controle de preços ou racionamento, o mercado negro surge para suprir demandas proibidas legalmente pelo estado.
A prática consciente Agorista visa apenas as práticas do Mercado Negro pacificas que não envolva violação de autonomia ou inicio de uma agressão a terceiros e envolvidos direta ou indiretamente, no entanto de uma forma geral o Mercado Negro engloba os mercados cinza e vermelhos que nem sempre estão de acordo com a prática agorista.
Mercado cinza:
Um mercado cinza, ou mercado paralelo, é o comércio de uma mercadoria por meio de canais de distribuição que, embora legais , são não-oficiais , não autorizados, ou não intencionais pelo fabricante original . O tipo mais comum de mercado cinza é a venda de bens importados (trazido por pequenas empresas de importação ou pessoas não autorizadas pelo fabricante) que de outra forma seria mais caro do país estão sendo importados legal com a cobrança de impostos. Um exemplo são drogas que estão sendo importados para as nações mais ricas nas proximidades onde o distribuidor local da droga cobra um preço mais elevado por um produto similar ou equivalente.
Mercados cinzas podem também ser descritos como o comércios de produtos legais obtidos de formas ilegais como por exemplo a venda ou contrabando de obras de artes extraviadas ou produzidas e distribuídas sem a cobrança de tributos.
No entanto o surgimento do termo refere-se aos trabalhadores que são pagos “por baixo dos panos”, sem recolher imposto de renda ou contribuição para tais serviços públicos. É por vezes referido como a economia subterrânea ou “economia paralela”.
Os dois principais tipos de mercados de cinza são as de produtos manufaturados importados que normalmente seriam indisponíveis ou mais caro em um determinado país e ações não emitidos que ainda não são negociados em mercados oficiais. Às vezes, o termo mercado negro é usado para descrever a negociação secreta e não regulamentado (embora muitas vezes tecnicamente legal) de futuros de commodities, como aconteceu com o petróleo bruto em 2008. Isso pode ser considerado um terceiro tipo de “mercado cinza” , uma vez que é legal, mas não regulamentado, e provavelmente não intencional ou explicitamente autorizada pelos produtores de petróleo.
Mercados Cinzas são amplamente descritos e estimulados pelo Agorismo, embora muitas de suas atividades sejam consideradas crime em grande parte do mundo.
Venda de produtos em camelos não regulados pelo estado, ou sem licença são considerados práticas de mercados cinzas e são vistas pelos Agoristas como práticas legitimas em um livre-mercado.
Mercado Vermelho:
Mercados vermelhos são a práticas ilegais que por vezes podem significar serviços que violam a autonomia de uma pessoa ou significam iniciar agressões contra terceiros, os serviços de assassinatos são uma exemplo de mercado vermelho, Agoristas não praticam e se afastam de práticas como esta vendo-as como prática que foje do principio de prática consciente da contra-economia atravez de mercados negros, no entanto não são todos as práticas “vermelhas” que são vistas com aversão por Agoristas, a venda voluntária de orgãos por exemplo, uma vez que uma pessoa escolhe remover e vender voluntariamente orgãos ou até mesmo leite materno para suprir necessidades de outras pessoas não devem ser impedidas, deve ficar atento que venda voluntária de orgãos se dá pela escolha consciente do portador do orgão, o que é bem diferente do roubo ou tráfico de orgãos na qual o paciente é involuntariamente sedado e tem o orgão removido contra sua vontade, resume-se então que práticas vermelhas que envolvem coerção ou violência de qualquer espécie contra outras pessoas é repudiada por agoristas por não ser uma prática consciente da contra-economia e práticas vermelhas pacificas e voluntárias que beneficiara as duas partes ou o receptor mantendo o voluntário indiferente são bem-vindas pelo agorismo.
submitted by O-Pensador to Libertarianismo [link] [comments]

17 dicas para você se destacar no mercado imobiliário

17 dicas para você se destacar no mercado imobiliário
Confira:
1. Se mantenha sempre à frente de seus concorrentes
Se manter atualizado não é mais um diferencial, sabemos que hoje só sobrevive tendo bons ganhos e oportunidades aqueles profissionais que se atualizam, que estudam e estão sempre buscando formas de inovar em sua área de atuação.
Assim como os profissionais do mercado imobiliário estão mudando, os consumidores também já estão lá na frente.
Quer uma prova disso? O gráfico abaixo ilustra o comportamento do consumidor de imóveis na internet, isso tudo antes mesmo de considerar falar com a imobiliária:

https://preview.redd.it/cu0p6qxhohx31.png?width=600&format=png&auto=webp&s=1838e97c370a3517540c64b99ad259b3e8ed3f10
Fonte: Think Real Estate With Google
E você como profissional precisa estar tão preparado quanto o seu cliente, esse será o grande trunfo frente ao seu concorrente! Um excelente Corretor de imóveis entende a jornada de compra do seu cliente e vê as tendências do mercado imobiliário antes de todo mundo, vou te dar uma dado importante:
30% dos consumidores compram nos 3 primeiros meses, porém outros 30% compram depois de 18 meses, os outros 40% estão no meio do caminho – Esses dados são do VivaReal.
Ter os conhecimentos necessários sobre o comportamento do seu cliente pode e vai te lançar à frente do seu concorrente, fique atento.
Separamos um vídeo muito bacana do evento dedicado ao nosso mercado que o Google promoveu há alguns anos, porém que alguns temas continuam muito atuais. Veja abaixo uma das palestras que aconteceu no Think Real Estate With Google:
2. Defina um nicho de mercado
É mais fácil conseguir conquistar os seus clientes e destacar-se diante da concorrência se você definir, para a sua imobiliária, um nicho de mercado. Pode ser a atuação somente com imóveis de alto padrão, a venda e o aluguel de bens mais populares ou você pode fazer uma segmentação por região. O que importa é descobrir onde encontrar mais clientes para a sua empresa.
Fazer isso também ajudará os seus colaboradores a ter um conhecimento mais aprofundado, tanto dos clientes quanto do mercado em que a sua imobiliária se insere, focando no público certo. Essa especialização poderá fazer toda a diferença na personalização do atendimento ao cliente, tornando seus profissionais uma referência na área escolhida.
3. Aprofunde o conhecimento sobre seus clientes
Somente um conhecimento aprofundado sobre os desejos e as necessidades dos clientes será capaz de levar uma negociação ao sucesso. Os corretores devem saber quais são as suas expectativas para que possam oferecer os imóveis que mais se aproximam a elas.
A dica, para isso, é saber ouvir, deixando de lado a ansiedade para a venda e tornando-se mais sensível e empático diante do que o cliente está expondo. Ajude a qualificar o cliente, transformando as dúvidas e indecisões em possibilidades de compra nas condições que o atendem. Por fim, é preciso que os colaboradores da imobiliária saibam vencer as inseguranças do cliente para inspirá-lo a assinar o contrato.
4. Fique atento aos resultados sempre.
Bernardo Hees, Diretor executivo da Kraft Heinz diz que existem dois tipos de profissionais: Os que batem as metas e os que explicam o motivo pelo qual não batem as metas, esse segundo porém são sempre os melhores em argumentos e fazem PowerPoint e cálculos para explicar o motivo, porém isso é irrelevante, pois a meta não foi batida.
Não faça parte do segundo grupo de profissionais, o mercado imobiliário carece de bons profissionais, com as qualificações necessárias para vendas, negociação e conhecimento de novas tecnologias. Fique sempre atento aos seus resultados – a melhor estratégia, hoje, é focar!
O mercado imobiliário em 2019 estará super aquecido e você precisa estar realmente focado e preparado para ter os resultados que você deseja, prova disso é o otimismo do setor. Há alguns meses saiu uma matéria no Estadão, onde Elie Horn, fundador e presidente do conselho de administração da Cyrela, comenta sobre o Boom no mercado que está por vir em 2019, depois de uma fase difícil para a construção civil.
Então para 2019 tenha foco no que é importante, se qualifique para atingir resultados cada vez melhores e fique sempre muito atento a novas tecnologias que facilitarão a sua vida como Corretor de Imóveis, na dica 5 vamos falar mais sobre esse tema.
5. Seus clientes valem ouro, cuide bem deles
Quando o atendimento é excelente, o preço vira Commodity, essa frase, de Luiza Helena Trajano, Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, ilustra muito bem o que o cliente sente durante sua jornada de compra.
Seja comprando um celular seja comprando um apartamento, o sentimento de carinho e importância deve ser o mesmo. Empresas que entendem que seus clientes vem sempre em primeiro lugar, e que devem ser tratados com muito respeito e atenção estão revolucionando o mercado onde atuam.
Aqui ilustro com um outro exemplo, quando um cliente vai a uma loja Apple, ele não compra apenas um celular ou um notebook com alto valor agregado, ele sente uma experiência no momento da compra, e porque não levar a mesma sensação para quem está comprando um imóvel?
Entenda seu cliente, saiba de suas necessidades para comprar um imóvel, se tem filhos, se é casado, muitas pessoas estão investindo em um sonho, não apenas em um bem material.
Um cliente bem cuidado é um cliente que indica, se você como Corretor de imóveis quiser vender mais rápido se atente a essa dica.
6. Venda um sonho, não apenas um imóvel
Como disse na dica anterior, muitos clientes do mercado imobiliário estão comprando um sonho e não apenas uma casa. Alguns economizaram por anos, use isso a seu favor na hora da venda do imóvel!
Mostre os benefícios que o cliente poderá ter ao investir naquele imóvel, dê ideias de decoração, fale da vizinhança e o quão importante é morar naquela localidade.
Venda o sonho e a comodidade, não as características do imóvel!
7. Use a tecnologia a seu favor
Hoje em dia, não basta colocar as informações básicas sobre o imóvel para chamar a atenção dos clientes. Você pode melhorar o seu posicionamento oferecendo a eles, por exemplo, a experiência de visitar o apartamento ou a casa à venda fazendo um tour virtual pelo imóvel. Certamente, ele vai se destacar em meio a outras tantas ofertas semelhantes.
Ainda na área de tecnologia, vale a pena investir em sistemas de gestão que vão ajudar seus corretores a criarem um banco de dados mais completo, relacionando a carteira de clientes e o portfólio de imóveis de forma mais inteligente.
Utilizar a tecnologia a seu favor, pode te ajudar a entender melhor seus clientes, economizar tempo com processos que antes eram demorados e burocráticos e certamente utilizando as ferramentas corretas você consegue saber como vender mais imóveis.
Utilizar suas redes sociais também é uma boa dica para divulgar seus imóveis, claro, sempre inovando na forma de apresentá-los, ter boas fotos, vídeos do local, ter uma descrição do imóvel bem pensada e bem escrita faz toda diferença. Hoje, inclusive, o Facebook permite você incluir fotos em 360º de maneira muito simples, dessa forma você consegue criar anúncios e vender mais imóveis em menos tempo, pois consegue segmentar exatamente o seu cliente ideal.
8. Conhecimento geral é muito importante
Nunca se esqueça, o conhecimento transforma, um profissional que tem uma boa bagagem cultural e intelectual, pois diariamente você está em contato com pessoas com formações, interesses, vontades e assuntos diferentes.
Se atualizar é importante, mas filtre bem suas fontes de referência. Leia bons livros, assista filmes que requer uma reflexão maior, hoje o YouTube está recheado de profissionais falando sobre diversos temas como é o caso do Guilherme Machado.
9. Atualize sua equipe, se tiver, sobre como ser um bom corretor de imóveis
Não deixe sua equipe de corretores ficar para trás a respeito de todas as novidades e atualizações que podem ajudá-los a serem vendedores mais completos. A capacitação e a busca por conhecimentos devem ser contínuas e não dependem apenas de cursos. Ambas podem ser alcançadas por meio da participação em workshops em diversas áreas, leitura de blogs e sites do segmento, cursos online, entre outros.
Os colaboradores devem entender que, atualmente, é preciso ir além da demonstração simples das características de um imóvel, atuando como consultores do cliente na hora de fazer um investimento tão importante. Assim, devem estar no foco deles questões sobre a legislação, o desenvolvimento urbano da região onde atuam e as informações sobre o mercado e a economia macro, o marketing e a comunicação.
10. Conheça profundamente o portfólio de imóveis
Muitas vezes, os corretores acreditam que já têm todo o conhecimento necessário sobre os imóveis disponíveis pela empresa para que consigam convencer o cliente a fechar negócios. Estimule que seus profissionais conheçam profundamente o seu portfólio, indo a campo, para que possam oferecer aos interessados todas as possibilidades que vão atender aos seus desejos.
Essa atitude vai ampliar a capacidade de persuadir o cliente. Isso porque, a cada visita feita, o corretor poderá enxergar algumas situações que podem levar uma pessoa a tomar a sua decisão de comprar. Um exemplo disso é a possibilidade de mudança da planta, as características de incidência de iluminação natural, novas formas de uso dos cômodos, como a ampliação de áreas, integrando a cozinha à sala ou a sala à varanda etc.
Esse tipo de estudo pode fazer toda a diferença na apresentação do imóvel e na atuação como um consultor para o investimento. A regra é: nenhum imóvel é igual ao outro, portanto, é preciso enxergar com clareza todos os potenciais que eles podem apresentar aos futuros moradores.
11. Aposte na transparência para reforçar a credibilidade
Confiança é a palavra-chave para conquistar e fidelizar seus clientes. Por isso, sua empresa deve estimular a equipe de colaboradores a agir com transparência. É importante que haja uma relação de confiança entre os corretores e a pessoa que compra ou aluga um imóvel na sua imobiliária.
Para isso, até mesmo a linguagem corporal e o modo de se vestir dos seus colaboradores podem ter influência na credibilidade junto aos clientes. Outros fatores importantes são a integridade e a competência no uso das informações para levar às pessoas aquilo que elas estão procurando, mostrando a elas que a sua empresa atua para atender aos interesses do cliente, o que nos leva à última dica, a seguir.
12. Amplie seus investimentos em comunicação e marketing
Quanto maior a concorrência — e sabemos que esse mercado só cresce a cada ano —, maior a necessidade de se aproximar do seu consumidor em diversos canais. Essa regra vale tanto para a prospecção de clientes quanto para a captação de imóveis, aumentando as possibilidades de ampliar as suas vendas.
Escolha os portais mais acessados pelas pessoas para a busca de imóveis na internet e insira as suas melhores ofertas neles. Não se esqueça da qualidade, principalmente das informações sobre o bem e das imagens. Tudo isso ajuda a reforçar a sua presença online e a fazer com que a sua imobiliária apareça nos mecanismos de busca da internet.
O uso de redes sociais e do marketing de conteúdo também deve estar entre as suas principais estratégias de comunicação. Melhorar o desempenho da sua empresa nessas áreas fará com que ela se posicione como referência no mercado imobiliário diante do cliente, colocando-a à frente da concorrência.
13. Encante o seu cliente antes mesmo da primeira visita
Como já disse anteriormente, a jornada de compra do consumidor mudou, muitas vezes ele está fazendo as pesquisas sozinho e não precisa de um Corretor para isso.
Sendo uma realidade, onde entra o Corretor de imóveis? Entra justamente nessa parte das pesquisas, com inovação e criatividade, chamar a atenção do seu cliente se torna uma tarefa fácil.
Em a jornada de busca do seu cliente ofereça experiências diferentes da concorrência, que o deixem encantado e curioso para saber mais sobre o imóvel que está vendo.
No momento da pesquisa é que você precisa chamar a atenção e isso pode ser com você investindo em anúncios em redes sociais, trabalhando com WhatsApp, oferecendo simuladores de financiamento online e até mesmo disponibilizar um tour virtual 360º para ele acessar de qualquer lugar e conhecer todos os detalhes do seu imóvel antes mesmo de decidir entrar em contato com você.
14. Transfira o domínio do imóvel
Você já tinha ouvido falar nessa expressão? Transferir o domínio nada mais é do que uma maneira de fazer com que o cliente passe a se enxergar como dono do imóvel, antes mesmo de fechar negócio. Para isso, é preciso que os seus colaboradores saibam como fazer para encantar o seu público. Uma boa estratégia é levá-lo a ter uma experiência agradável com o imóvel.
Um bom exemplo desse tipo de estratégia são os test-drives oferecidos pelas concessionárias de veículos. Após dar uma volta com o carro e sentir-se como se fosse seu proprietário, aproveitando todos os benefícios oferecidos no automóvel (ar-condicionado, computador de bordo, conforto etc.), as chances de o cliente assinar o contrato de compra são muito maiores.
Mas como transferir esse tipo de experiência para o segmento imobiliário? Sabemos, claro, da importância da presença do corretor no momento de mostrar o imóvel para o cliente. No entanto, sair de cena por alguns momentos pode dar a ele uma sensação semelhante à do test-drive.
É nessa hora que ele vai conseguir ficar à vontade para enxergar-se morando no local, planejando a disposição dos móveis ou sonhando com as crianças brincando no quintal. Isso é ainda mais importante se ele estiver em família, pois todos poderão conversar mais livremente sobre essa experiência.
15. Seu imóvel não é caro, mostre os motivos
Se o seu imóvel está bem localizado você já tem muitas cartas na manga. Use e abuse dessas vantagens para mostrar valor na negociação e não o preço. Lembre-se que a compra de um imóvel é um sonho para muitos, então foque nisso.
Reúna todas as vantagens do imóvel como qualidade dos materiais, durabilidade e conservação das paredes, pisos, áreas externas, história do local etc.
Reúna também todas as informações possíveis da vizinhança e dos benefícios e facilidades do bairro como escolas, padarias, academias etc.
Lembra-se: mostre o valor de estar naquele local e não o preço que se paga para estar ali.
16. Tenha um processo de vendas de bem estruturado
Abordagem
Essa é a principal etapa, pois aqui ocorre o primeiro contato com seu cliente então não se esqueça de encantar o cliente o conduzi-lo à uma reunião com você para que possa entender melhor suas necessidades e fidelizá-lo desde esse momento.
Importante manter todos os contatos do cliente organizados onde você terá fácil acesso quando precisar dessas informações.
Entrevista
Após abordar seu cliente chegou a hora da entrevista, caso o cliente queira conversar com você pessoalmente é uma ótima oportunidade, mas isso não impede que você realize essa etapa por telefone mesmo.
Nessa etapa é importante você entender tudo sobre as necessidades do cliente, onde ele gostaria de morar, quais as necessidades de espaço, se tem filhos, se é casado ou casada, o que não abre mão em uma imóvel e demais informações que o ajude a selecionar o melhor imóvel.
Demonstração
Com todas as informações documentadas é hora de apresentar as opções para o seu cliente. Nessa etapa, agilidade faz toda a diferença, o mais comum é você selecionar o tipo de imóvel que mais se adequa com o perfil do seu cliente e agendar visitas presenciais aos imóveis, porém isso pode levar várias semanas e custar muito dinheiro para você pois vai depender da sua agenda e também do seu cliente.
Por isso algumas imobiliárias estão modernizando essa etapa e trabalhando com passeios virtuais em 360º, assim o cliente pode receber no mesmo dia diversos links com os imóveis selecionados e acessar de qualquer lugar, seu cliente ganha agilidade e comodidade, pois não precisará ficar se deslocando ou alocando compromissos para visitar as opções dos imóveis disponíveis.
Com os links o seu cliente pode selecionar apenas os imóveis do qual ele mais gostou apenas para conhecer os detalhes, isso irá economizar muito o seu tempo e também dinheiro, uma vez que o número de visitas presenciais será reduzido e mais assertivo.
Objeções
Um Corretor de imóveis capacitado sabe que as objeções existem e saber como contornar é um trunfo. Por isso se prepare para todas as objeções do seu cliente, faça um check list das objeções mais comuns que você, durante sua carreira, já deve ter ouvido e treine respostas consistente. Isso ajuda na sua reputação e seu cliente ficará mais seguro.
Fechamento da venda
Eis que chega o melhor momento, a venda! Nesse momento é importante o cliente já estar fidelizado e muito seguro em sua escolha. Nunca deixe de ressaltar os benefícios do imóvel e que ele será muito feliz nele, pois está fazendo uma ótima escolha.
Nessa fase é importante que você tenha toda a documentação do imóvel em dia, que todas as informações estejam corretas e tudo esteja preparado para a assinatura do contrato, ninguém gosta de surpresas no último minuto não é mesmo?
17. Valorize seu trabalho
Todo cliente além de ser bem atendido, gosta de conversar com profissionais que sabem o que estão vendendo, bem apresentados, bons de conversa e negociação.
Para você vender mais imóveis uma dica bem legal para finalizar é você valorizar o seu trabalho! Você sabe o seu potencial? Mostre para seu cliente.
Se não puder dar desconto, mostre os motivos pelo qual não consegue, valorize o seu tempo, seu dinheiro, invista em acessórios e em formações complementares que deixarão seu cliente mais seguro e você com uma reputação de qualidade.
Uma das habilidades técnicas que podem te diferenciar e valorizar o seu trabalho como um todo é a sua capacidade de comunicação.
Habilidade técnica e interpessoal juntas com o domínio verbal, tom de voz e linguagem corporal, causam uma excelente impressão sua e também do seu trabalho.
Segundo a Universidade da Califórnia (UCLA) a importância de cada uma dessas habilidades se dividem em:
7% Habilidade verbal
38% Tom de voz
55% Linguagem corporal
Seguir essas dicas, ajudará você a entender melhor como ser um bom corretor de imóveis. Hoje em dia, a atividade vai muito além da demonstração dos produtos. É preciso ser um verdadeiro consultor do mercado para convencer os clientes de que a sua imobiliária tem a oferecer exatamente o que eles procuram. A aposta na tecnologia e no marketing tem sido fundamental para ajudar na melhor atuação dos profissionais dessa área.
━━━━━━━ ⟡ ━━━━━━━
Ficou interessado em investir em imóveis?

Então entre em contato com a Morientes e conte com a ajuda especializada de quem realmente entende do setor!

Links Úteis:

Site: https://www.morientes.com.b

Blogger: https://morientesbr.blogspot.com

Reddit: https://www.reddit.com/usemorientesbr

Facebook: https://www.facebook.com/nineofficeboutique/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC_g8uXC3G894JQVoczh1rJg

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/guilherme-morientes-031697131

Salas Comerciais: http://nineofficeboutique.com.b

Loteamentos: http://alphavillejundiai.com.b

Loteamentos: http://alphavillesorocaba.com.b

Lançamentos: https://www.morientes.com.bempreendimento/nine-office-boutique-conjuntos-salas-e-lajes-centro-jundiai/9477534-MORS

submitted by morientesbr to u/morientesbr [link] [comments]

Técnica de NEGOCIAÇÃO  Guilherme Machado - YouTube Táticas e Técnicas de Negociação - YouTube Estratégias de negociação e gestão de conflitos, com Breno ... Estratégias de Negociação - YouTube Aula 2 - SENAC (Estratégias de Negociação)

Independentemente de qual é o seu trabalho, são bem altas as chances de você precisar de estratégias de negociação para realizá-lo. No dia a dia de qualquer profissional, situações em que é preciso negociar vão aparecer, seja para vender um produto ou serviço, delegar tarefas entre membros de uma equipe ou para convencer diretores a ... 6 – Criar empatia com os negociadores. Após observar o comportamento de várias pessoas em diferentes situações de negociação, estudiosos da área da Psicologia chegaram à definição da Técnica Rapport.Basicamente, essa técnica defende que uma pessoa estará mais propensa a confiar em outra quando ela se identifica com algumas características desse outro alguém. Estratégias de negociação são técnicas que facilitam o acordo entre as partes. Uma das estratégias de negociação mais famosas é o método feito pelo Harvard Negotiation Project, que sugere procurar por ganhos mútuos sempre que possível, sendo duro nos méritos da negociação, mas suave com pessoas. Estratégias de negociação. 18 fevereiro 2016, 13:56. Collector. 1. 745. Todas as categorias de classificação de estratégias de negociação são inteiramente arbitrárias. A classificação abaixo tem como objetivo enfatizar as diferenças básicas entre abordagens possíveis de negociação. QUESTÕES (GESTÃO DE CONFLITOS (Estratégias de negociação (Ø Distributiva:…: QUESTÕES (GESTÃO DE CONFLITOS, CONFLITO (Tradicional: A abordagem mais antiga parte do princípio de que todo conflito é ruim. O conflito é danoso e deve ser evitado;, Relações humanas: A conceituação de relações humanas argumenta que o conflito é uma ocorrência natural nos grupos e organizações.

[index] [5535] [6386] [18] [538] [7920] [5163] [5964] [2421] [2140] [853]

Técnica de NEGOCIAÇÃO Guilherme Machado - YouTube

Partindo da premissa que a negociação é baseada em uma relação duradoura, precisamos buscar recursos que nos ajudam no processo da negociação. Neste vídeo é ... Link para compra do ebook. https://go.hotmart.com/X5608172U Imaginar que o procedimento padrão de eleger um fornecedor entre três ou cinco que foram pré-qual... Você sabia que existem 5 perfis de negociadores? Sabia que com a capacidade de identificar esses perfis você consegue se tornar muito mais efetivo nas suas n... Esta aula foi gravada pelo Prof. Alexandre Lacava com o intuito de mostrar aos seus Alunos as estratégias que podem ser utilizadas no momento de suas negocia... Especialista em Negociações Estratégicas pela Harvard Business School, Breno Paquelet é uma das maiores referências em negociação no Brasil e produz conteúdo...

https://forex-portugal.streamforex.eu